Ministro Mendonça assume liderança em investigação do Banco Master! Saiba mais sobre o caso que abala o STF.
O ministro André Mendonça foi designado para liderar as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao Banco Master. A mudança na relatoria ocorreu após o ministro Dias Toffoli renunciar ao cargo na noite desta quinta-feira, 12.
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A decisão foi tomada após uma reunião entre os ministros da Corte e se encaixa no contexto do avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre o caso.
Segundo um comunicado oficial do Supremo, a saída de Toffoli da relatoria foi motivada por “altos interesses institucionais”. A situação ganhou destaque após questionamentos sobre a atuação do ministro no caso, que começou com a determinação de Toffoli para restringir o acesso da Polícia Federal a celulares apreendidos e a exigência de uma acareação entre técnicos do Banco Central e executivos do Banco Master.
Uma reportagem publicada pelo portal UOL na última quarta-feira, 11, revelou que investigadores encontraram referências ao ministro Dias Toffoli em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi apresentado durante as investigações em andamento.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, comunicou aos demais ministros sobre as informações identificadas pela Polícia Federal, durante uma reunião realizada nesta semana. Ele também encaminhou o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Toffoli nega qualquer ligação com Daniel Vorcaro. Em nota, o ministro afirmou que nunca recebeu valores do empresário e que não mantém relação de amizade com ele, muito menos uma amizade íntima. A nota também esclarece que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) foi designada para Toffoli em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia parte do grupo empresarial citado.
O gabinete do ministro ressalta que não há relação entre os fatos. A nota informa que Toffoli não recebeu valores de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, e que todos os atos e informações da empresa e de seus sócios estão declarados ao Fisco, sem restrições.
Adicionalmente, o gabinete confirma que Toffoli integra o quadro societário da empresa Maridt, uma das donas do resort Tayayá, uma sociedade anônima de capital fechado, administrada por parentes do ministro e com declarações regulares junto à Receita Federal.
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