Ministro do Trabalho Defende Pressão Popular por Mais Direitos Trabalhistas
Em entrevista nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o ministro do Trabalho e Emprego classificou o fim da escala de trabalho 6×1 como um “bafo quente” proveniente do Congresso Nacional. O ministro Marinho enfatizou a necessidade da classe trabalhadora exercer pressão por avanços em direitos, incluindo a revisão da jornada de trabalho e a valorização do salário mínimo.
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Marinho argumentou que o governo, sozinho, não tem capacidade de promover mudanças significativas nas políticas trabalhistas. Ele criticou a recente aprovação da faixa de isenção de R$ 5.000 no Imposto de Renda, considerando que a chamada “unanimidade de votos” não refletia um consenso de ideias.
O ministro ressaltou que a aprovação foi impulsionada pela mobilização popular nas ruas.
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O ministro comparou a situação atual com outras políticas trabalhistas históricas, como a lei do salário mínimo, destacando que setores da sociedade, com grande influência, expressam receios sobre a potencial “destruição da economia” e o aumento do desemprego caso as medidas sejam implementadas.
Marinho projeta que a política de valorização do salário mínimo e a nova faixa de isenção de até R$ 5.000 do Imposto de Renda injetarão R$ 110 bilhões na economia em 2026. Ele descreveu a isenção como uma “excepcional iniciativa” de distribuição de renda, com o aumento do número de pessoas que deixarão de pagar impostos, impulsionando o consumo.
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O ministro participou do lançamento do livro “Salário Mínimo no Brasil: 90 anos de História, Lutas e Transformações”, no estacionamento do bloco F, na Esplanada dos Ministérios, marcando um momento de reflexão sobre a trajetória do salário mínimo no país.
