Ministro Defende Aumento Mais Significativo do Salário Mínimo
Em uma terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o ministro do Trabalho e Emprego, Marinho, apresentou uma visão divergente da política de valorização do salário mínimo. Ele defendeu um reajuste mais substancial, discordando da estratégia adotada pelo ministro da Fazenda, , que estava em vigor desde 2025. Marinho argumentou que o salário mínimo é a ferramenta “mais poderosa de distribuição de renda” e que o governo federal não deveria se contentar com o patamar atual.
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Desafios e Impactos da Política Atual
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621. Essa política, estabelecida em 2024, limita o impacto da valorização da renda. Cada R$ 1 de reajuste gera um efeito cascata, afetando despesas indexadas como aposentadorias e pensões, que representam a principal despesa não financeira do orçamento federal. A correção do salário mínimo, que atinge até 2,5% acima da taxa do INPC acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, também é um ponto de debate.
A Necessidade de uma Abordagem Mais Ampla
Marinho ressaltou que o valor de R$ 1.621 é considerado “pouco” e “baixo”. O ministro enfatizou que a posição do governo sozinho não é suficiente para promover uma mudança real. Ele defendeu a participação ativa da classe trabalhadora brasileira na definição de políticas de valorização da renda. Essa visão se alinha com a declaração do presidente do PT, em 16 de janeiro, sobre o tema.
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A Importância da Participação da Classe Trabalhadora
Marinho citou o caso do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5.000 como exemplo de medida que também deve ser implementada. O ministro defendeu a continuidade e o aprofundamento da política de valorização do salário mínimo e da renda das famílias. Ele expressou a necessidade de não se contentar com a atual política de valorização do salário mínimo, afirmando que o governo “vai querer mais”.
Celebração e Perspectivas para o Futuro
Marinho participou do lançamento do livro “Salário Mínimo no Brasil: 90 anos de História, Lutas e Transformações”, em parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e o Ministério do Trabalho e Emprego. O livro celebra a marca de 9 décadas de existência do piso nacional (1936-2026) e o 20º aniversário da política de valorização do salário mínimo, segundo o governo federal. O evento contou com a presença de sindicalistas, como o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), e a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner. A baixa presença de mulheres no evento foi notada entre o público presente.
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