Ministro da Fazenda Defende Regras Contra “Supersalários” no Judiciário
Em entrevista ao portal Metrópoles, na quinta-feira (29 de janeiro de 2026), o ministro da Fazenda (PT) defendeu a necessidade de implementar regras que combatam os altos salários recebidos por alguns servidores do Judiciário. A declaração surge em um contexto onde decisões judiciais têm permitido que funcionários do Poder Judiciário recebam valores que ultrapassam o teto constitucional, atualmente fixado em aproximadamente R$ 46.000 mensais.
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Haddad argumentou que a situação cria uma dinâmica no sistema de justiça que exige uma intervenção. Ele expressou seu apoio à organização dessas práticas, justificando que isso contribui para a credibilidade do governo perante a opinião pública.
O ministro ressaltou a importância de garantir que o teto salarial, estabelecido para o Executivo, seja respeitado em todos os poderes.
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O ministro mencionou iniciativas em andamento no Congresso Nacional para abordar a questão. Essas propostas incluem medidas para reduzir benefícios e penduricalhos que elevam os vencimentos acima do teto constitucional. Uma das propostas é a reforma administrativa, que poderia estabelecer limites mais claros para verbas adicionais, buscando maior controle sobre os salários dos servidores.
No entanto, Haddad admitiu que o avanço dessa pauta no Legislativo enfrenta obstáculos. Ele destacou a dificuldade de um Poder, diante de outros dois, lidar com temas que envolvem a estrutura e os salários de todos os poderes da República. A complexidade da situação exige negociações cuidadosas e consideração dos interesses de todos os envolvidos.
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