Ministro Fávaro alerta: 2026 será um ano crítico para o agronegócio! Desafios e oportunidades se encontram na economia e nas novas cotas da China. Saiba mais!
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avaliou que 2026 será um ano desafiador para o setor agropecuário. Em declarações recentes, o ministro destacou uma série de fatores que contribuem para essa perspectiva, incluindo a estabilidade precária dos preços das commodities, o acesso restrito a financiamentos e os altos juros que pesam sobre as empresas do setor.
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Fávaro ressaltou que a taxa de juros atual, de 15% ao ano – o maior patamar desde 2006 –, é considerada “excessiva” e “descalibrada”.
O ministro acredita que, em breve, a situação poderá apresentar sinais de melhora, o que trará efeitos positivos para o setor. Ele enfatizou a necessidade de restabelecer a confiança no sistema financeiro, que foi afetado por um período de recuperações judiciais.
Além disso, Fávaro mencionou o aumento nos números de inadimplência e endividamento, problemas que têm impactado a capacidade de investimento das empresas do agro.
Outro ponto levantado por Fávaro foi a recente decisão do governo chinês de estabelecer um sistema de cotas para a importação de carne bovina. Essa medida, que entrou em vigor no início de 2026, isenta a importação de carne da China de uma taxação de 55%.
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O Brasil se beneficiou dessa decisão, recebendo uma cota de 1,1 milhão de toneladas em 2026.
Frigoríficos solicitaram que o governo estabeleça uma regulamentação que evite uma corrida para preencher o volume autorizado pela China. Fávaro defendeu uma abordagem cautelosa, com limites claros, em prol do livre comércio. Ele ressaltou que o governo pode auxiliar aqueles que desejam ser ajudados, sem interferir ou obrigar a venda de produtos.
O ministro enfatizou que a “vontade e o entendimento do privado” são fundamentais. Segundo ele, a intervenção governamental tem um valor limitado em comparação com a iniciativa do setor. Fávaro afirmou que as grandes indústrias estão dispostas a dividir a cota, o que beneficiaria os pequenos frigoríficos.
Ele alertou que, se o mercado permanecer totalmente livre, as grandes empresas poderiam esgotar a cota em poucos meses, deixando os demais sem oportunidades.
Fávaro declarou que a China é um mercado importante, mas não o único. Ele ressaltou que a cota de 1,1 milhão de toneladas representa apenas uma parte do volume total de exportação do Brasil, que ainda conta com mercados como Estados Unidos, México, Vietnã, Indonésia, Filipinas e, principalmente, o próprio Brasil.
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