Ministro do TCU Suspende Inspeção no Banco Central sobre Caso Master

TCU suspende inspeção no Banco Central após recurso do BC; MP questiona atitude da instituição no caso Master. Ministro Jhonatan de Jesus toma decisão.

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, determinou a suspensão temporária de uma inspeção que seria realizada para apurar possíveis falhas na supervisão do Banco Central, instituição que entrou em operação em novembro de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa decisão ocorreu após o Banco Central apresentar embargos de declaração contra um despacho do relator que havia autorizado a inspeção. O plenário da Corte de Contas agora analisará a questão.

Questionamento e Resposta do Banco Central

Na terça-feira (6.jan), o Banco Central recorreu da decisão do TCU, alegando que o tema deveria ser deliberado em colegiado da Corte de Contas. O recurso foi feito por meio de embargos de declaração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministro relator, com o aval do ministro Vital do Rêgo, havia determinado a realização de uma inspeção in loco para examinar os procedimentos. O Banco Central argumentou que o ministro Jhonatan de Jesus não identificou a deliberação da Primeira Câmara do TCU que determinou a realização da inspeção.

Ação do Ministério Público

Na terça-feira (6.jan), o subprocurador-geral da República Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, questionou o Banco Central por ter questionado a decisão do TCU de fazer uma inspeção sobre o caso Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

LEIA TAMBÉM!

Lucas Furtado afirmou que não cabe ao Banco Central dizer como devem ser as decisões do TCU. Ele declarou que a Corte de Contas tem a prerrogativa de avaliar a atuação do Banco Central no caso.

Contexto do Caso Master

O caso teve início a partir de uma representação do Ministério Público junto ao TCU, protocolada em novembro de 2025. O órgão apontou indícios de falhas na atuação do Banco Central na supervisão do Banco Master e de suas controladas, o que culminou na decretação da liquidação extrajudicial em 18 de novembro daquele ano.

Posteriormente, o Ministério Público reforçou o pedido para que o TCU tivesse acesso integral aos documentos que embasaram o processo administrativo de liquidação, com o objetivo de verificar a regularidade do processo decisório adotado pelo Banco Central.

Sair da versão mobile