Ministro Boulos Alerta: Lavação de Dinheiro e Bolsonaro Levanta Suspeitas

Ministro Alerta para Possível Lavagem de Dinheiro Envolvendo a Família Bolsonaro
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades financeiras envolvendo a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma declaração publicada em vídeo na terça-feira (28 de abril de 2026), Boulos questiona a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo por familiares do ex-chefe do Executivo, argumentando que essa prática frequentemente está associada à lavagem de dinheiro.
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Análise da Compra de Imóveis em Dinheiro
O ministro enfatizou que a utilização de dinheiro vivo em transações imobiliárias, especialmente quando não envolve contas bancárias, sugere a origem ilícita do capital. Ele argumenta que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tendem a evitar o uso de bancos para ocultar a origem de seus recursos.
A compra de imóveis dessa forma, segundo Boulos, pode ser um indicativo claro de lavagem de dinheiro.
A declaração se baseia em reportagens de 2022 publicadas pelo portal UOL, com a apuração dos jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Lana. O caso envolve a compra de imóveis pela família Bolsonaro, e o ministro destaca o caso de uma casa no condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, avaliada em R$ 1 milhão, que foi adquirida por R$ 409 mil.
Além disso, Boulos mencionou a compra de 17 apartamentos e 2 kitnets em Copacabana por Flávio Bolsonaro, com pagamentos feitos em cheque e dinheiro em espécie.
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Repercussão e Críticas
Em resposta às reportagens, o então presidente Jair Bolsonaro afirmou que as publicações eram “mentiras e calúnias” vindas do grupo Folha/UOL. No entanto, o caso gerou investigações e alertas do Coaf e do Cofeci, que apontaram “sérios indícios” de lavagem de dinheiro na operação, devido a discrepâncias nos valores dos imóveis e à utilização de dinheiro em espécie.
Ataques à Família Bolsonaro
O Partido dos Trabalhadores (PT) tem intensificado as críticas à família Bolsonaro, especialmente a Flávio, como parte de sua estratégia de campanha para as eleições de 2026. Em abril, o partido já havia investido um valor significativo em campanhas de desinformação contra o pré-candidato.
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, declarou que o objetivo é “apresentar quem é” o adversário ao eleitorado.
O presidente Lula também tem adotado uma postura mais crítica em relação a Flávio, expressando a necessidade de “no país” de forma mais contundente. A pressão sobre a família Bolsonaro tem aumentado à medida que novas informações sobre as transações financeiras são divulgadas.
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