Ministro das Cidades Defende Equilíbrio em Emendas Parlamentares
Em entrevista ao Poder360, nesta quinta-feira (5 de fevereiro de 2026), o ministro das Cidades, da MDB, expressou seu apoio às emendas parlamentares, ressaltando que elas são cruciais para investimentos em estados e municípios. No entanto, ele apontou uma preocupação central: o volume excessivo de recursos desviados do Orçamento do governo federal pelo Congresso Nacional.
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“Não sou contra as emendas, pois elas impulsionam investimentos significativos para os estados e municípios. O ponto crítico reside no volume desses recursos. Isso desvia recursos essenciais do Poder Executivo, impedindo grandes investimentos que poderiam impulsionar o desenvolvimento do país”, declarou Barbalho.
O ministro enfatizou a necessidade de um “meio termo” no uso dos recursos, buscando um equilíbrio que permita que o Parlamento continue a contribuir com o financiamento de projetos em áreas onde o poder central tradicionalmente não atuava.
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“O Brasil precisa demonstrar sensibilidade e encontrar esse equilíbrio. A contribuição do Parlamento deve continuar a garantir que o recurso chegue aos locais onde realmente necessita, onde o poder central não alcançava”, afirmou Barbalho.
Construção Civil Impulsionada pelo Minha Casa, Minha Vida
O ministro também destacou o crescimento da área de construção civil, que avançou 4,2% em 2025, impulsionada principalmente pelas obras relacionadas ao programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo ele, o programa representa atualmente 85% das atividades do setor no país.
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“É evidente que a construção civil está sendo diretamente beneficiada pela força do ‘Minha Casa, Minha Vida’. Para realmente zerar o déficit habitacional no Brasil, é fundamental continuar fortalecendo esse programa”, declarou Barbalho.
Resultados do Programa Habitacional
O programa “Minha Casa, Minha Vida” já ultrapassou a marca de 2,2 milhões de casas contratadas em três anos e deve chegar a 3 milhões até o fim de 2026. No terceiro mandato de Lula, foram entregues mais de 1 milhão de casas e há mais de 1 milhão de habitações em construção.
Barbalho informou que o déficit habitacional atual do Brasil atinge 7 milhões de pessoas, mas estima que esse número cairá ao menor patamar da história em 2026.
