Ministério concede anistia política a filhos de Vladimir Herzog | União reconhece crime e fim das controvérsias após décadas
O Ministério dos Direitos Humanos anunciou, em 10 de março, que a ministra Macaé Evaristo autorizou a assinatura de portarias que concedem anistia política a Ivo e André Herzog, filhos do jornalista Vladimir Herzog, vítima de morte em 1975.
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As portarias estão programadas para serem publicadas no Diário Oficial da União na segunda-feira, 12 de março. A decisão representa um marco no reconhecimento da situação da família Herzog após décadas de controvérsias.
O assassinato de Vladimir Herzog, ocorrido em 1975, é amplamente lembrado como um dos momentos cruciais na resistência contra a ditadura militar no Brasil. A morte do jornalista, enquanto ele dirigia o departamento de jornalismo da TV Cultura, gerou grande indignação e mobilização social.
Herzog foi chamado pelo Exército para depor sobre supostas conexões com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), organização considerada ilegal e atuante em oposição ao regime militar na época. A situação culminou em sua detenção pelo DOI-Codi, órgão de repressão do regime, e em subsequentes torturas que levaram à sua morte.
Inicialmente, a versão oficial do suicídio foi defendida pelo governo. No entanto, evidências e investigações posteriores demonstraram a responsabilidade do Estado. Em 1978, a Justiça atribuiu a culpa à União pelo crime.
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Vladimir Herzog nasceu na Croácia em 1937 e, em 1942, sua família emigrou para o Brasil. Ele se naturalizou brasileiro e iniciou sua carreira jornalística em 1959, trabalhando em veículos como o jornal O Estado de S. Paulo, a BBC de Londres e a TV Cultura.
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