Investigações da PF Revelam Contrato Polêmico envolvendo Família de Ministro do STF
A Polícia Federal intensificou suas investigações nesta segunda-feira (17) com a execução de quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação visa apurar quebras irregulares de sigilo de informações de familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A determinação para a ação foi emitida pela própria Suprema Corte, em resposta a uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
As buscas, que se estenderam por diversas localidades, acompanharam medidas cautelares rigorosas. Entre elas, o monitoramento eletrônico de suspeitos, o afastamento temporário de cargos públicos, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país para os envolvidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A PF busca reunir provas que sustentem a acusação de irregularidades.
O inquérito foi originado em janeiro de 2026, quando o ministro Alexandre de Moraes, de ofício, iniciou uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação se concentrou na análise de se houve quebra de sigilo fiscal de ministros do STF e seus familiares.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, figura central na trama. Ela possui vínculos com o Banco Master e Daniel Vorcaro, que atuam no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional. Um contrato firmado em janeiro de 2024 entre a Barci de Moraes Associados e essas instituições revelou um acordo milionário: o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês durante três anos.
O valor total do contrato, caso fosse cumprido integralmente, atingiria R$ 129 milhões até o início de 2027.
