Ministério inicia vacinação contra chikungunya em Mirassol! Projeto-piloto inovador busca proteger moradores de 18 a 59 anos. Saiba mais!
O Ministério da Saúde deu o pontapé inicial, nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), em um projeto-piloto de vacinação contra a chikungunya em território nacional. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a farmacêutica franco-austríaca, disponibilizará o imunizante gratuitamente para moradores entre 18 e 59 anos.
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A campanha teve seu início na cidade de Mirassol, localizada no interior do estado de São Paulo.
Mirassol foi escolhida como um dos 10 municípios participantes desta fase inicial do projeto em quatro estados brasileiros. A seleção considerou o aumento significativo nos casos da doença, que saltou de apenas um em 2023 para 833 casos prováveis em 2024, conforme dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.
Essa elevação nos casos motivou a necessidade de uma resposta rápida e coordenada.
A vacina contra chikungunya é administrada em dose única. A implementação do programa de vacinação ocorreu após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em abril de 2025. O imunizante também possui autorização para uso no Canadá, Reino Unido e União Europeia.
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Nos estudos clínicos realizados nos Estados Unidos, a vacina demonstrou alta eficácia, com aproximadamente 99% dos voluntários desenvolvendo resposta imunológica com anticorpos neutralizantes.
O Ministério da Saúde planeja expandir a vacinação para outros 9 municípios, selecionados com base em critérios como epidemiologia, tamanho da população e a viabilidade de implementar o programa. A cidade de Mirassol, com sua população de cerca de 37.500 habitantes na faixa etária elegível, está entre os primeiros a receber a proteção inédita contra a chikungunya.
O Estado de São Paulo, responsável pela aplicação do projeto-piloto, e o Instituto Butantan acompanharão de perto os casos, comparando dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas para avaliar a efetividade do imunizante em condições reais.
Em 2025, o Estado de São Paulo registrou 7.733 casos de chikungunya e 7 mortes. Até a quinta-feira (29 de janeiro), foram contabilizados 29 casos, sem registro de óbitos. O governo do Estado enfatiza a importância do acompanhamento contínuo para garantir a segurança e a eficácia da vacina.
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