Transição de Carreira: Um Sinal de Alerta para o Bem-Estar
A crescente busca por mudanças profissionais não é apenas uma moda passageira, mas sim um reconhecimento da importância do bem-estar no ambiente de trabalho. Segundo Thaisa Ludwig, coach de carreira e liderança, o sentimento de que não se está rendendo no trabalho, o corpo e a mente “desconectados” e a sensação de esgotamento, longe de serem sinais de falta de resiliência, são alertas importantes.
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Ludwig, que passou por essa experiência na prática antes de se tornar coach, ressalta que a mudança profissional pode ser uma estratégia de sobrevivência, tanto emocional quanto física.
Além da Mudança de Cargo: Uma Questão de Valores
A transição de carreira não se resume a buscar um cargo maior ou uma função diferente. É um processo que exige autoconhecimento e alinhamento com os valores pessoais. “Muitas pessoas buscam um cargo maior, mas não percebem que a rotina daquele cargo vai aprofundar o sofrimento.
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Em outros casos a pessoa valoriza muito a qualidade de vida, mas a empresa onde trabalha exige muito hora extra”, explica Ludwig. A coach enfatiza que o primeiro passo é identificar valores como qualidade de vida, flexibilidade, reconhecimento, autonomia e alinhamento com o propósito pessoal.
Desenvolvendo Inteligência Emocional no Trabalho
Ludwig destaca que grande parte do sofrimento no ambiente de trabalho não vem da falta de competência técnica, mas da ausência de inteligência emocional. “A gente passa a vida se qualificando tecnicamente, mas não aprende a lidar com insegurança, pressão, medo de errar ou de mudar”.
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A coach ressalta que desenvolver habilidades como inteligência emocional, produtividade sustentável e saúde mental são tão importantes quanto adquirir novas habilidades técnicas.
Planejando a Transição com Segurança
A coach orienta a criar um plano de transição, mesmo que seja flexível. É importante mapear o que você já tem (experiência, rede, competências) e o que precisa desenvolver (formação, soft skills, reserva financeira). “Transição sem plano tende a aumentar a ansiedade”, afirma. Além disso, é fundamental preparar o emocional, pois medo, insegurança e julgamento externo fazem parte do processo. A partir de maio deste ano, a nova , do Ministério do Trabalho e Emprego, exigirá que as empresas avaliem os riscos psicossociais na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
