Equipe do SUS avalia saúde em Roraima e prepara plano de contingência. Ministério da Saúde se coloca à disposição da Opas para assistência humanitária devido à crise na Venezuela
Uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) foi enviada para Roraima, estado que compartilha fronteira com a Venezuela. O objetivo principal da equipe é realizar uma avaliação abrangente das estruturas de saúde locais, incluindo a análise dos profissionais de saúde disponíveis, o estoque de vacinas e outros insumos essenciais.
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O ministério da saúde informou que está estruturando um plano de contingência para responder a um possível agravamento da crise internacional e ao aumento da demanda por assistência médica proveniente de migrantes na região fronteiriça.
As equipes enviadas a Roraima possuem experiência em situações de emergência e calamidade. A avaliação inclui a identificação de hospitais e a análise da viabilidade de ampliar a capacidade de atendimento. Caso seja necessário, o governo planeja estabelecer hospitais de campanha e expandir as instalações existentes, visando mitigar os impactos no sistema público de saúde brasileiro.
O Ministério da Saúde se colocou à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para fornecer apoio humanitário, incluindo o fornecimento de medicamentos e insumos para tratamento de diálise. Isso se deve à destruição do principal centro de distribuição na cidade de La Guaira, na Venezuela, após um ataque.
Em paralelo, diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas, na Venezuela. Essa situação ocorre em meio a intervenções diretas do governo norte-americano na região da América Latina. A última intervenção dos Estados Unidos em um país latino-americano ocorreu em 1989, no Panamá, com o sequestro do então presidente Manuel Noriega, sob acusações de envolvimento no tráfico de drogas.
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Sem apresentar provas concretas, os Estados Unidos acusam o governo de Nicolás Maduro de liderar um suposto cartel chamado De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional, garantindo assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional, incluindo imigrantes em cidades de fronteira, independentemente de seu status migratório ou nacionalidade.
A situação complexa exige atenção e coordenação para garantir o acesso à saúde e a segurança na região.
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