Conitec não inclui vacina contra herpes-zóster no SUS. Decisão impacta idosos e pacientes imunocomprometidos. Análise aponta alto custo para o orçamento do SUS
O Ministério da Saúde comunicou, na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, que a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) decidiu não incluir a vacina contra o herpes-zóster na rede pública de saúde.
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A decisão foi publicada no Diário Oficial da União após avaliação do Ministério, que concluiu que o imunizante não apresenta custo-efetividade nas condições analisadas. A análise técnica focou na aplicação da vacina recombinante adjuvada em dois grupos específicos: indivíduos com 80 anos ou mais e pacientes imunocomprometidos a partir dos 18 anos.
Estudos realizados pela Conitec, responsável por avaliar critérios como eficácia, segurança e impacto financeiro de novas tecnologias, apontaram que a incorporação da vacina geraria um impacto orçamentário superior a R$ 5,2 bilhões em um período de 5 anos.
O relatório indica que, embora o Comitê de Medicamentos tenha reconhecido a relevância da vacina na prevenção do herpes-zóster, também ressaltou a necessidade de novas negociações sobre o preço, visando garantir um valor compatível com o orçamento do SUS.
A decisão foi oficializada por meio de uma portaria, assinada pela Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde. O documento torna pública a não incorporação da vacina herpes-zóster (recombinante adjuvada) no âmbito do SUS para os grupos avaliados: idosos com 80 anos ou mais e pessoas com sistema imunológico comprometido a partir dos 18 anos.
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O herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. Após a recuperação da infecção inicial, o vírus permanece “adormecido” no organismo e pode voltar a se manifestar décadas depois, principalmente com o envelhecimento ou em situações de queda da imunidade.
O herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor crônica intensa que pode persistir por meses ou até anos.
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