Ministério da Saúde aponta aumento de intoxicações por metanol em bebidas adulteradas. Até 60 casos confirmados em SP, com 15 óbitos. #intoxicação #metanol #saúde
O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, um relatório sobre o aumento de casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, foram registrados 107 casos, com 60 confirmados e 47 em investigação.
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Mais de 700 notificações foram descartadas.
São Paulo lidera o número de registros, com 47 casos confirmados e 6 em investigação, além de mais de 470 notificações descartadas. Outros estados também registraram casos: Paraná (6), Pernambuco (5), Mato Grosso (1) e Rio Grande do Sul (1).
Adicionalmente, oito estados possuem casos suspeitos em investigação: Pernambuco (24), Piauí (5), Mato Grosso (4), Ceará (3), Paraná (2), Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins (1 cada).
O número de óbitos permanece em 15, conforme o levantamento do Ministério da Saúde.
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O metanol, também conhecido como álcool metílico (CH₃OH), é uma substância química altamente tóxica, volátil e inflamável. É um álcool simples, incolor, com odor semelhante ao da bebida alcoólica comum. Originalmente chamado de “álcool da madeira”, é produzido em escala industrial a partir do gás natural, sendo utilizado na produção de formaldeído, ácido acético, resinas, solventes e tintas, além de estar presente em anticongelantes, limpa-vidros e removedores de tinta.
Também é aplicado na produção de biodiesel.
A ingestão de pequenas doses já representa um risco real à vida. Estima-se que 30 ml de metanol puro podem ser letais.
A metabolização do metanol no organismo gera formaldeído e ácido fórmico, este último responsável por causar acidose metabólica — um desequilíbrio grave do pH sanguíneo. Os sintomas incluem respiração acelerada, aumento da frequência cardíaca, dor abdominal persistente e danos à visão, que podem evoluir para cegueira irreversível.
Em caso de suspeita de ingestão ou contato prolongado com metanol, não induza o vômito e encaminhe a pessoa com urgência para o hospital. Quanto mais cedo forem realizados o diagnóstico e o tratamento, menor é o risco de morte ou de sequelas graves.
O tratamento é feito com medicamentos intravenosos (fomepizol) que, assim como o etanol, podem inibir o metabolismo do metanol, evitando a formação do ácido fórmico, causador das sequelas mais graves. O paciente pode ser submetido à lavagem gástrica e hemodiálise.
Recomenda-se verificar a procedência das bebidas compradas, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e não consumir produtos sem registro oficial.
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