Ministério da Fazenda Nomeia Cristina Reis Secretária Extraordinária do Mercado de Carbono

Ministério da Fazenda nomeia Cristina Reis como Secretária Extraordinária do Mercado de Carbono. Medida visa alinhar estratégia brasileira com a ONU e impulsionar transição ecológica

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(Imagem de reprodução da internet).

Novo Secretário Extraordinário do Mercado de Carbono Nomeado pelo Ministério da Fazenda

Às vésperas da sua criação, o Ministério da Fazenda oficializou a nomeação da economista Cristina Reis como Secretária Extraordinária do Mercado de Carbono. A medida visa alinhar a estratégia brasileira com a grande conferência do clima da ONU, marcando um ponto de virada para o setor, que vinha enfrentando dificuldades na regulamentação.

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A nova pasta assume a gestão do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), substituindo a Secretaria Extraordinária de Reforma Tributária, anteriormente liderada por Bernard Appy.

Importância da Nova Estrutura

Analistas consideram a mudança um reflexo da prioridade que o Ministério da Fazenda está concedendo ao mercado de carbono como peça-chave no plano de transição ecológica do governo. A criação da secretaria e a nomeação de Cristina Reis sinalizam um avanço na regulação, que até então carecia de uma autoridade formal para liderar o processo.

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Segundo Isabela Morbach, sócia da área de descarbonização e mercado de carbono da Costa Rodrigues Advogados, “a criação da secretaria e a nomeação da Cristina sinalizam de forma positiva que a regulação finalmente vai começar e que este mercado tem horizonte para ser definido”.

Desafios e Perspectivas

Cristina Reis, economista graduada pela USP e com experiência na ABDI e na SPE, já atuava nas negociações do SBCE. A expectativa é que sua nomeação impulsione o mercado, que ainda depende de incentivos para se desenvolver. Odair Rodrigues, CEO da primeira bolsa de ação climática do Brasil, a B4, ressalta que os projetos listados atendem aos critérios do SBCE, mas a falta de investimento voluntário e pontual é um obstáculo.

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Ele enfatiza a necessidade de “mais investimento para a estruturação do mercado de crédito de carbono, principalmente para facilitar o acesso das empresas às compensações de sua pegada”.

Mercado Voluntário em Expansão

Enquanto o mercado regulado se estrutura, o segmento voluntário já demonstra potencial. A B4 contabiliza 44 projetos em processo de listagem, com 11 aprovados e 7 listados em apenas dois anos. A plataforma, que utiliza tecnologia blockchain, projeta R$ 1,1 bilhão em créditos.

A previsão de cinco anos mencionada por Cristina Reis para o mercado estar em plena operação é considerada excessiva por alguns, que defendem ações imediatas.

A temperatura média do planeta já ultrapassou 1,5°C de aquecimento em 2024, o que reforça a urgência na adoção de medidas.

Conclusão

A nomeação de Cristina Reis representa um passo importante para o Brasil no mercado de carbono, com o objetivo de impulsionar a transição ecológica e contribuir para o combate às mudanças climáticas. A consolidação do SBCE e o desenvolvimento do mercado voluntário são elementos cruciais para alcançar os objetivos climáticos do país.

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