Ministério cria grupo para apoiar leite familiar. GT-Leite busca ações urgentes e de longo prazo para a produção do leite por pequenos agricultores familiares.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar estabeleceu, na quinta-feira, 6 de novembro de 2025, o Grupo de Trabalho da Cadeia Leiteira da Agricultura Familiar (GT-Leite). O objetivo é definir ações urgentes e de longo prazo para apoiar a produção de leite por pequenos agricultores familiares.
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A criação do GT-Leite ocorre em um cenário de desafios para a agricultura familiar leiteira. O aumento dos custos de produção e a diminuição da competitividade dos pequenos produtores impactam a renda das famílias rurais e sua permanência no campo.
O GT-Leite tem como prioridades realizar diagnósticos sobre a cadeia leiteira familiar – abrangendo produção, comercialização, industrialização e cooperativismo. Além disso, propõe medidas que visem a sustentabilidade econômica, ambiental e produtiva do setor, com foco em acesso a crédito, comercialização, industrialização local e fortalecimento de cooperativas familiares.
O grupo busca garantir condições mais estáveis para a produção e comercialização de leite, valorizando o papel dos produtores familiares como um pilar fundamental da agricultura familiar.
O mandato inicial do GT-Leite é de 30 dias, podendo ser prorrogado por períodos iguais. Ao final, o grupo apresentará um relatório com recomendações e propostas ao ministro Paulo Teixeira.
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O colegiado é composto por seis representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, incluindo a Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia, que coordena o processo. Também fazem parte do grupo a Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar, a Secretaria Executiva, a Assessoria Especial do Gabinete do Ministro e a Companhia Nacional de Abastecimento.
Adicionalmente, foram convidados representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da Organização das Cooperativas Brasileiras, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do Ministério da Agricultura.
As etapas iniciais do GT-Leite incluem a coleta de dados atualizados sobre a produção, comercialização e condições dos produtores familiares de leite. O grupo também mapeará os principais gargalos – como acesso a crédito, logística, industrialização, cooperativismo e comercialização – além de propor medidas emergenciais e de médio/longo prazo, considerando as particularidades das pequenas propriedades.
O relatório final será apresentado ao ministro e servirá de base para o desenvolvimento de políticas públicas que possam ser implementadas pelos entes federativos (União, estados e municípios), com parcerias com cooperativas e empresas do setor laticínios.
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