Ministério Aprova Concessão da Ferrovia EF-118
Na terça-feira, 30 de dezembro de 2025, o Ministério dos Transportes oficializou a outorga da concessão da Estrada de Ferro EF-118, também conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste. A decisão autoriza o início da construção e operação da ferrovia, que estabelecerá uma ligação crucial entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O projeto inicial contempla um trajeto de aproximadamente 246 quilômetros, conectando as cidades de Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ). A iniciativa representa um marco significativo no desenvolvimento da infraestrutura logística da região.
Expansão Potencial da Malha Ferroviária
Com a aprovação, o projeto contempla a possibilidade de expansão da malha ferroviária, sob condições específicas, até alcançar Nova Iguaçu (RJ). Essa expansão adicional poderia adicionar cerca de 325 quilômetros à rede ferroviária.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Investimentos e Custos Operacionais
O investimento estimado para a fase de implantação da ferrovia é de R$ 6,6 bilhões. Durante o período de concessão, os custos operacionais devem atingir aproximadamente R$ 3,61 bilhões.
Capacidade e Integração Logística
A capacidade projetada para a EF-118 é de até 24 milhões de toneladas por ano, abrangendo diversas cargas, como cargas gerais, granéis agrícolas, granéis líquidos e minérios. A ferrovia se configura como um elemento estratégico para otimizar a logística do Sudeste do país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Próximos Passos e Importância da Concessão
Após a aprovação ministerial, o plano de outorga será encaminhado à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para a continuidade dos estudos e das etapas que antecedem o leilão da concessão. A EF-118 é considerada a primeira concessão ferroviária “greenfield” do país, onde a infraestrutura é construída do zero.
O modelo de parceria público-privada visa garantir o equilíbrio econômico da obra, com aportes financeiros do governo.
A nova ferrovia integrará o Porto do Açu (RJ) ao Espírito Santo, além de articular o transporte com outros portos da região, como Ubu e Porto Central, ambos no Espírito Santo, buscando reduzir custos logísticos e ampliar a participação do transporte ferroviário no modal rodoviário.
