Novas Faixas de Renda Aprovadas no Minha Casa Minha Vida
O Conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) anunciou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, novas faixas de renda para o programa Minha Casa Minha Vida. A decisão, proposta pelo governo, visa ampliar o acesso à moradia para um número maior de brasileiros.
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O conselho, composto por representantes de trabalhadores, empregadores e do governo, é presidido pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e atua na definição de diretrizes orçamentárias e fiscalização da aplicação de recursos em habitação, saneamento e infraestrutura.
O governo já havia realizado outras ampliações no programa durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2025, por exemplo, foi lançada uma faixa de renda para a classe média, com um investimento de R$ 15 bilhões provenientes do Fundo Social do Pré-Sal.
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As novas alterações aprovadas pelo conselho do FGTS representam um passo importante para tornar o programa ainda mais acessÃvel.
Alterações Aprovadas
De acordo com o documento enviado ao conselho, a primeira faixa de renda terá seu limite elevado de R$ 2.850 para R$ 3.200. Na segunda faixa, o teto passará de R$ 4.700 para R$ 5.000. A terceira faixa aumentará de R$ 8.600 para R$ 9.600, enquanto a modalidade voltada à classe média verá seu limite expandido de R$ 12.000 para R$ 13.000. Na faixa mais baixa, as famÃlias terão acesso a moradias subsidiadas com recursos do Orçamento, transferidos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
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Beneficiários e Impacto nas Taxas
As mudanças nas faixas de renda devem beneficiar milhares de brasileiros, reduzindo custos e facilitando o acesso à moradia. Estima-se que 87.500 famÃlias terão acesso a taxas de juros mais baixas, tornando o financiamento mais acessÃvel. Adicionalmente, 31.300 famÃlias se enquadrarão nas condições da habitação popular, graças à expansão da Faixa 3. Outras 8.200 famÃlias serão incluÃdas no programa voltado à classe média, após a elevação do limite de renda.
Impacto Orçamentário
O conselho avalia que as mudanças não terão um impacto significativo no orçamento. O FGTS precisará destinar R$ 500 milhões ao Orçamento de Descontos, utilizado para conceder subsÃdios e reduzir o custo dos imóveis para as famÃlias. Para o Orçamento Oneroso, o fundo deverá direcionar R$ 3,6 bilhões, financiando habitacionais que os compradores pagam ao longo do tempo, com juros.
Atualmente, o fundo dispõe de R$ 30,9 bilhões para o Minha Casa Minha Vida. Com as mudanças, o Orçamento de Descontos passará a R$ 13 bilhões e o Orçamento Oneroso a R$ 145,7 bilhões.
Esta reportagem foi produzida pela trainee em jornalismo do Poder360 Camila Nascimento sob supervisão da editora ThaÃs Ferraz.
