Presidente Milei destaca crise venezuelana em acordo Mercosul-União Europeia. Líderes como Lula e Ursula von der Leyen participam do evento em Assunção.
O presidente argentino, Javier Milei, proferiu declarações significativas em Assunção, no Paraguai, sobre a situação da Venezuela, utilizando-a como um exemplo das consequências do isolamento, da pobreza e da perda de liberdades que podem resultar da erosão institucional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A fala, realizada durante um discurso, ressaltou a importância da integração regional genuína, que se baseia em instituições sólidas, vontade popular e respeito aos direitos humanos. Milei enfatizou que a crise venezuelana é um alerta sobre os riscos do isolamento econômico, do empobrecimento da população e da supressão de liberdades.
Durante o discurso, Milei expressou admiração pela atuação da presidência de Donald Trump (Partido Republicano) nos recentes esforços envolvendo a Venezuela, destacando a determinação demonstrada em face da crise. Ele reiterou suas críticas ao regime do presidente Nicolás Maduro, considerando a situação do país como uma “mostra clara e dolorosa” das consequências do fechamento político e econômico.
Além disso, Milei cobrou a libertação de presos políticos, apontando para a existência de detenções arbitrárias em violação aos direitos humanos.
Milei associou a crise venezuelana ao protecionismo e ao autoritarismo, argumentando que a liberdade econômica e institucional são alternativas concretas para evitar processos de empobrecimento prolongado. Ele defendeu a abertura comercial e o respeito às instituições como condições indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco histórico de fortalecimento do diálogo entre os blocos econômicos. O acordo, negociado ao longo de 25 anos, busca reduzir progressivamente tarifas de importação, aumentando o comércio entre os blocos e criando oportunidades para produtos industriais europeus e produtos agropecuários sul-americanos.
O acordo inclui regras sobre compras governamentais, serviços, propriedade intelectual, mecanismos de solução de controvérsias e compromissos ambientais relacionados ao Acordo de Paris e ao combate ao desmatamento.
O encontro em Assunção contou com a presença de diversos líderes e representantes de diferentes países, incluindo Mauro Vieira (Relações Exteriores), Santiago Peña (Partido Colorado), Yamandú Orsi (Frente Ampla), Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão), José Raúl Mulino (Realizando Metas), Ursula von der Leyen (CDU) e António Costa (Partido Socialista).
A assinatura do acordo foi vista como uma vitória do multilateralismo, conforme destacado pelo presidente Lula.
O acordo estabelece a eliminação gradual de tarifas alfandegárias, com a Mercosul zerando tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos e a União Europeia eliminando tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. O acordo também prevê ganhos imediatos para a indústria, com tarifas zero desde o início para diversos produtos industriais, como máquinas, automóveis e produtos químicos.
Além disso, o acordo inclui cotas para produtos agrícolas sensíveis, como carne, frango, arroz e etanol, com o objetivo de evitar impactos abruptos sobre os agricultores europeus. O acordo também estabelece salvaguardas agrícolas, que permitem à União Europeia reintroduzir tarifas temporariamente se as importações crescerem acima de limites definidos.
O acordo inclui compromissos ambientais obrigatórios, que proíbem o uso de produtos ligados ao desmatamento ilegal. Além disso, o acordo estabelece regras sanitárias rigorosas, que garantem que os produtos importados sigam padrões de segurança alimentar.
O acordo também prevê a redução da discriminação regulatória para investidores estrangeiros e avanços em setores como serviços financeiros, telecomunicações e transporte.
O acordo inclui um capítulo específico para pequenas e médias empresas, com medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação, visando reduzir custos e burocracia para pequenos exportadores. O acordo também estabelece regras claras sobre propriedade intelectual, reconhecendo cerca de 350 indicações geográficas europeias.
Para que o acordo entre oficialmente em vigor, ele precisa passar pela aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos, tanto no Mercosul quanto na União Europeia. Essa etapa é fundamental para transformar o compromisso assinado em regras efetivas de comércio.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!