Mikayla McGhee, de 29 anos, busca liberdade geográfica e independência financeira. A profissional mudou-se para o Bahrein em 2022, faturando US$ 140 mil por ano como gerente de marketing
A história de Mikayla McGhee, uma profissional de 29 anos, ilustra uma tendência crescente no mercado de trabalho: a busca por liberdade geográfica, autonomia profissional e, acima de tudo, independência financeira. Nascida e criada em um ambiente militar, com a filha de militares da Marinha dos EUA, McGhee passou grande parte de sua infância em bases militares, com longas temporadas fora do país.
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Essa vivência a levou, em 2022, a tomar uma decisão ousada: deixar Atlanta e se mudar para o Bahrein, um pequeno país no Golfo Pérsico, onde encontrou um equilíbrio entre qualidade de vida e prosperidade financeira.
Atualmente, McGhee fatura US$ 140 mil por ano como gerente sênior de marketing de performance em uma empresa de tecnologia. Sua rotina de trabalho é remota, permitindo que ela opere a partir da Costa Leste americana, com base no Oriente Médio. Essa estratégia, considerada um movimento estratégico, otimizou sua renda, reduziu seus custos de vida e ampliou sua capacidade de poupança e investimento.
Para o campo das finanças corporativas, a trajetória de McGhee representa um caso real de como profissionais podem transformar a localização, a tecnologia e a autonomia em capital financeiro. A história destaca a importância da avaliação de riscos, da análise de cenários e da tomada de decisões baseadas em um horizonte de longo prazo.
A decisão de McGhee não foi impulsiva. Em 2020, durante uma visita aos pais, que estavam a serviço militar no Bahrein, ela se surpreendeu com a infraestrutura, o custo de vida e a segurança local. O que inicialmente era planejado como uma estadia de três meses se transformou em um plano de vida.
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“O choque cultural foi perceber que, na verdade, as coisas eram melhores, não piores”, disse. Pouco depois de retornar aos EUA, ela iniciou os planos para a mudança definitiva. Em dezembro de 2022, ela retornou ao Bahrein para ficar. Atualmente, reside em uma casa de três quartos com piscina, garagem e quatro banheiros e meio, por um aluguel mensal de US$ 2.200 — um custo compartilhado com o parceiro.
Apesar do padrão de vida elevado, a capacidade de poupança de McGhee não foi comprometida. Pelo contrário, a maior parte de seu dinheiro é destinada à reserva financeira e a viagens, conforme relata.
A trajetória de McGhee exemplifica o tipo de raciocínio estratégico exigido de profissionais de finanças corporativas: avaliação de riscos, análise de cenários e decisões baseadas em retorno de longo prazo. A escolha de viver em outro país, manter uma posição de alta performance, controlar despesas e maximizar o ganho em dólar é, na prática, um exercício de planejamento financeiro avançado.
À medida que o trabalho remoto se consolida, especialmente em áreas como tecnologia, dados e marketing, o conceito de gestão financeira corporativa incorpora a inteligência geográfica e cultural dos colaboradores. Casos como o de McGhee mostram que há espaço para repensar onde se vive, quanto se gasta e como se planeja a carreira, evidenciando que o profissional moderno de finanças precisa unir visão estratégica, domínio técnico e capacidade de adaptação global.
No fim, a liberdade financeira não é apenas uma meta pessoal, mas pode e deve ser parte da estratégia de carreira de quem constrói, todos os dias, os números que movem grandes empresas.
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