Microdramas Chineses: Chão de Chuva e Críticas Revelam Nova Regulamentação!

Microdramas chineses sob nova regulamentação! Plataformas como ByteDance e Kuaishou se unem para proteger artistas mirins. Polêmica com bebê exposto à chuva artificial dispara debate. Saiba mais!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Microdramas Chineses: Uma Nova Era de Regulamentação

Um grupo de 36 plataformas de streaming de vídeo e produtoras chinesas se uniu em um pacto para elevar os padrões de trabalho na indústria de microdramas do país. A iniciativa surge após uma forte reação do público a uma produção que filmou um bebê exposto à chuva artificial, expondo preocupações sobre a exploração de artistas vulneráveis e a pressão por cronogramas de filmagem frenéticos.

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Entre os signatários estão a Hongguo Short Drama da ByteDance Ltd., a Kuaishou Technology e grandes serviços de streaming como iQiyi Inc., Tencent Video e Bilibili Inc. A Associação Chinesa de Serviços de Transmissão Online (CNSA) liderou a orquestração do acordo, buscando regular um setor de rápido crescimento que tem sido criticado por operar como uma “fábrica exploradora”.

A medida representa o esforço mais recente para impor padrões profissionais ao mercado de curtas-metragens da China, uma indústria multimilionária com produções de baixo orçamento e cronogramas de filmagem intensos.

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Preocupações com a Segurança e o Bem-Estar dos Artistas

A indignação pública se intensificou em 17 de janeiro, quando a atriz de microdrama Xing Yun publicou um vídeo de bastidores mostrando uma equipe de filmagem utilizando chuva artificial em um bebê carregado em um cesto. Xing Yun expressou sua preocupação com a pressão para acelerar as filmagens e compartilhou o vídeo para alertar a indústria sobre essa prática.

A hashtag “microdrama raining on infant” rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados no Weibo, gerando debates acalorados.

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A Administração Nacional de Rádio e Televisão (NRTA) já havia emitido um alerta sobre artistas mirins em 8 de janeiro, apontando para um aumento no conteúdo que explorava a relação entre pais e filhos e bebês fofos, comercializando menores de idade.

O órgão regulador exigiu que a indústria abandonasse tendências que expunham crianças a temas adultos.

Novas Diretrizes e Regulamentações

A convenção sobre autodisciplina proíbe explicitamente o uso de crianças como atores em cenas que envolvam violência, terror ou trauma emocional além de seus níveis cognitivos apropriados para a idade. Ela exige que os responsáveis ​​legais deem consentimento por escrito antes das filmagens e acompanhem os menores no set, além de proibir esquemas de “criação de estrelas” que induzem famílias a pagar altas taxas por treinamento.

Além disso, a convenção exige contratos claros, pagamentos pontuais e o estabelecimento de contas de garantia ou mecanismos de garantia salarial para evitar atrasos. A regulamentação também estipula supervisão profissional para cenas de alto risco envolvendo explosivos, mergulho ou trabalho com cabos, além de cronogramas de produção razoáveis ​​para eliminar o trabalho ininterrupto que esgota o elenco e a equipe.

Um Setor em Crescimento e Desafios

A base de usuários do setor na China atingiu 696 milhões, com o tempo médio diário de visualização em aplicativos independentes de microdramas chegando a 120,5 minutos, superando o tempo gasto em vídeos de longa duração, de acordo com um relatório da CNSA divulgado em novembro de 2025.

Essa forte demanda impulsionou um aumento significativo no emprego, com o setor sustentando 1,33 milhão de empregos, com a demanda por profissionais qualificados crescendo 26% nos 3 primeiros trimestres de 2025.

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