Michelle e Carlos Bolsonaro defendem prisão domiciliar para Bolsonaro em caso de corrupção

Michelle Bolsonaro defende prisão domiciliar para Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, que argumentam sobre comorbidades e idade avançada do ex-presidente

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(Imagem de reprodução da internet).

Ex-Líderes Defendem Prisão Domiciliar para Ex-Presidente

Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, ambos ligados ao PL, defenderam que o ex-presidente cumprisse sua pena em regime domiciliar. A declaração foi feita em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (7). Os dois argumentaram que o ex-chefe do Executivo também apresentava diagnóstico de apneia do sono e múltiplas comorbidades, comparáveis às do ex-senador eleito por Alagoas.

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Em 2023, o ex-presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, como parte da Operação Lava Jato. Posteriormente, em abril de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), analisou o caso.

O ex-presidente estava detido em uma ala especial do Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió, Alagoas. Após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que atestava a necessidade de avaliação médica, os advogados argumentaram que a idade avançada (75 anos na época) e as comorbidades – incluindo doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar – justificavam a prisão domiciliar.

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Desde o ataque com faca durante a campanha presidencial de 2018, Bolsonaro passou por oito cirurgias. A mais recente, realizada no dia 25 de dezembro de 2025, visava corrigir uma fraqueza na parede abdominal que causava desconforto e risco de obstrução.

Durante a internação, o ex-presidente também recebeu tratamento para controlar crises de soluço e apneia do sono.

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Michelle Bolsonaro relatou que, em casa, acompanhava o marido para evitar quedas. Ela mencionou um incidente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente caiu. Michelle afirmou que, ao conversar com o marido na manhã do acidente, ele não conseguia fornecer informações precisas sobre o ocorrido.

Ela descreveu o ex-presidente como tonto e apático, mencionando que ele não conseguia identificar o horário exato do acidente devido à falta de luz natural.

Carlos Bolsonaro solicitou um relatório sobre a abertura do quarto de Bolsonaro na terça-feira. Segundo Michelle, a equipe médica da Superintendência administra o primeiro medicamento do ex-presidente às 8h. Houve informações divergentes sobre o horário.

Carlos Bolsonaro acrescentou que, devido à saúde do pai, a continuação da detenção na Superintendência da PF é preocupante.

O ex-vereador disse que “o melhor é que [o ex-presidente] seja acompanhado por sua esposa, filha e família” em casa. Ele afirmou acreditar que “parece” que o ex-presidente sofre uma “perseguição política porque não se rendeu aos caprichos de outra pessoa”, sem mencionar nomes específicos.

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