Ex-Primeira-Dama Relata Sofrimento de Bolsonaro Após Queda em Presídio
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, que testemunhou o sofrimento intenso do ex-presidente (PL) durante o atendimento médico no hospital DF Star, em Brasília. Segundo ela, o marido expressou o desejo de que Deus o levasse, devido à dor que sentia.
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O incidente ocorreu após a queda do ex-presidente na cela da Superintendência da Polícia Federal, onde ele está preso.
Michelle relatou que Bolsonaro apresentava confusão mental e dificuldade de comunicação, agravadas pelo uso de medicações que o deixavam sonolento. Ele não se lembrava do horário exato da queda, mencionando que pode ter ocorrido na madrugada ou à noite.
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O casal convive com dores constantes desde as cirurgias realizadas nos últimos anos, adotando um “modo de sobrevivência” para continuar vivendo.
A ex-primeira-dama destacou que Bolsonaro evita pedir ajuda e não gosta de incomodar, comportamento que pode ter influenciado na demora para o socorro. Ela ressaltou que o ex-presidente já passou por 9 intervenções e apresenta comorbidades, além de episódios frequentes de tontura, sendo que em casa acompanha-o de perto por medo de quedas.
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Segundo Michelle, o quarto é aberto às 8h para a administração da primeira medicação do dia, mas o atendimento ocorreu cerca de 40 minutos depois. Ela criticou a falta de acompanhamento durante os exames, mencionando que o casal teve pouco tempo de contato no dia do incidente – apenas 30 minutos, que considerava seu direito.
A ex-primeira-dama defendeu a prisão domiciliar para Bolsonaro, afirmando que deseja cuidar pessoalmente do marido e que não há justificativa para sua prisão diante do quadro de saúde.
O ex-vereador do Rio (PL) também se manifestou sobre a demora no atendimento, classificando-a como “inaceitável”. Ele enfatizou que, caso a situação se repetisse com o mesmo atraso, seria “inacreditável”.
Após a avaliação médica, o cardiologista Brasil Caiado informou que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve, após bater a cabeça em um móvel de sua cela na madrugada de 3 de janeiro de 2026. A saída temporária da prisão para o atendimento médico foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
A defesa de Bolsonaro solicitou a realização de exames como tomografia de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. O médico Caiado informou que o ex-chefe do Executivo apresentou “pequeno deficit de memória” após o episódio.
Os exames detectaram o traumatismo craniano leve, sem lesões intracerebrais. A lesão em partes moles da região temporal direita e frontal direita foi considerada “não preocupante”.
