Michelle Bolsonaro e ministro Gilmar Mendes discutem regime prisional de Bolsonaro. Busca por prisão domiciliar do ex-presidente intensifica-se no STF.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se encontrou, recentemente, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O foco da reunião foi a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
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A iniciativa, que antes era vista como improvável, voltou a ser avaliada nos bastidores, conforme antecipado pela Jovem Pan.
Michelle Bolsonaro e outros líderes da direita buscam dialogar com ministros do Supremo Tribunal Federal, visando obter apoio para que intercedam em favor do ex-presidente junto ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso. A decisão final sobre o regime prisional de Bolsonaro é considerada crucial, dada a postura do ministro.
Gilmar Mendes possui um histórico de decisões rigorosas contra o ex-presidente e seus aliados. Ele também é alvo de críticas e acusações de perseguição, sendo frequentemente chamado de “ditador” por apoiadores de Bolsonaro. A situação culminou na aplicação da Lei Magnitsky, proposta pelos Estados Unidos após insistência de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Após um incidente em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro alegou ter sofrido um “traumatismo craniano leve”, a defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido. A equipe médica da PF realizou os primeiros socorros e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar.
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No entanto, o ministro Gilmar Mendes autorizou a ida de Bolsonaro ao hospital para exames.
A utilização de um ferro de solda para tentar romper a tornozeleira eletrônica, conforme relatado pela defesa, representa um obstáculo significativo. A perícia concluiu que o ex-presidente utilizou a ferramenta para “aquecimento direcionado para abertura”.
A situação complexa e as crises de saúde relatadas por Bolsonaro geram preocupação no Judiciário, que avalia que um agravamento do quadro de saúde do ex-presidente sob custódia da PF poderia prejudicar a imagem do STF, do governo federal e da Polícia Federal perante a opinião pública, além de validar a narrativa bolsonarista de perseguição.
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