Michael Saylor, CEO da Strategy, a empresa que mais investe em Bitcoin, comparou a recente queda da criptomoeda com a desvalorização da Apple em 2013. Segundo ele, correções significativas são comuns em investimentos em tecnologias emergentes. O Bitcoin perdeu cerca de 45% do seu pico histórico, próximo de US$ 126 mil, um movimento similar ao que a Apple enfrentou entre 2012 e 2013.
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Ciclos de Volatilidade e Consolidação
Saylor ressaltou que, mesmo com o sucesso do iPhone, o mercado demonstrava dúvidas sobre o potencial de crescimento da Apple, levando anos para recuperar sua valorização. Ele acredita que esse tipo de trajetória é normal em tecnologias que, eventualmente, se consolidam. “Não há exemplo de investimento tecnológico bem-sucedido que não tenha passado por uma queda de cerca de 45% e por um período de incerteza”, afirmou.
Novas Dinâmicas no Mercado de Derivativos
O executivo também destacou que o ciclo atual do Bitcoin apresenta características diferentes dos ciclos anteriores. Mudanças estruturais no mercado de derivativos, com maior participação de plataformas reguladas nos Estados Unidos, podem estar contribuindo para reduzir a volatilidade.
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Ele acredita que isso pode ter limitado a queda a um intervalo entre 40% e 50%, abaixo dos recuos mais acentuados observados em ciclos passados.
Restrições no Crédito e Riscos Futuros
Outro fator citado por Saylor é a menor disponibilidade de crédito tradicional para investidores que utilizam Bitcoin como garantia. Ele acredita que essa limitação pode pressionar vendas em momentos de estresse, influenciando o comportamento do mercado.
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Além disso, o executivo minimizou preocupações sobre possíveis riscos associados à computação quântica, afirmando que essa tecnologia ainda está distante de representar uma ameaça prática.
Transição e Adoção Contínua
Saylor avalia que o período atual representa uma fase de transição típica de ativos inovadores. Assim como ocorreu com grandes empresas de tecnologia no passado, o Bitcoin pode atravessar períodos prolongados de volatilidade antes de alcançar novas fases de adoção e valorização.
Ele acredita que a evolução da infraestrutura digital e atualizações coordenadas poderiam mitigar eventuais riscos futuros.
