Met Gala 2026: O que esperar de “Costume Art” e a arte por trás da moda?

Met Gala 2026: “Moda é Arte” no Met Museum! Descubra o segredo por trás do evento e a exposição “Costume Art” com Andrew Bolton.

22/04/2026 13:29

4 min

Met Gala 2026: O que esperar de “Costume Art” e a arte por trás da moda?
(Imagem de reprodução da internet).

O Met Gala 2026 e a Exposição “Costume Art” no Met Museum

O evento do Met Gala vai além da festa, pois sua principal função é arrecadar fundos para o Costume Institute, o departamento de moda do Metropolitan Museum of Art em Nova York. A celebração ocorre anualmente na primeira segunda-feira de maio; em 2026, será no dia 4.

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Em 2025, o jantar alcançou um recorde de arrecadação, totalizando cerca de US$ 31 milhões, um marco nos 77 anos do evento. Grande parte da atenção do público se volta para os visuais das celebridades na escadaria do museu.

O Tema e o Dress Code de 2026

Para 2026, o código de vestimenta estabelecido é “Fashion is Art” (“Moda é Arte”, livre tradução). Os convidados são incentivados a comparecer com peças que possam ser interpretadas como obras de arte, ou que apresentem representações artísticas, incluindo colaborações entre estilistas e artistas.

A Missão Maior do Met Gala

Muitos espectadores não sabem que o Met Gala existe, fundamentalmente, para inaugurar a mostra do Costume Institute. A exposição de 2026 chama-se “Costume Art”, e conta com Andrew Bolton como curador. Há também a participação da estilista brasileira Renata Buzzo, que exibirá a peça “Anatomia do Corset”, de primavera/verão de 2025.

Visões Artísticas sobre o Corpo

Renata Buzzo compartilhou suas reflexões sobre seu trabalho, mencionando que sua coleção, que ela descreveu como “feia e nada delicada”, foi solicitada pelo Metropolitan Museum of Art de NY para integrar o acervo permanente. Ela expressou entusiasmo por estar na próxima exposição do Met Gala em maio.

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O trabalho mais recente de Buzzo foca no corpo feminino de maneira visceral. Ela comentou que a peça “O CORPO” aborda as diversas formas de morte que uma mulher pode vivenciar, sejam elas metafóricas, necessárias para o amadurecimento, ou até mesmo literais, ressaltando como a mulher frequentemente é silenciada ao ocupar espaços.

A Transformação do Costume Institute

A exposição “Costume Art” também marca a estreia das novas galerias Condé Nast, um espaço de mais de mil metros quadrados, localizado em uma ala próxima ao Great Hall, o salão principal do museu. Anteriormente, o Costume Institute ocupava uma área secundária.

Andrew Bolton comentou que este é um momento de grande transformação para o departamento, mas também para a moda em geral, pois um museu de arte como o Met está dedicando um espaço central à moda.

Conteúdo e Conceito da Exposição

A mostra reúne itens de toda a coleção permanente do museu, que possui cerca de 1,5 milhão de peças em 17 departamentos, cruzando-os com vestuário histórico e contemporâneo do próprio Costume Institute. O recorte abrange aproximadamente cinco mil anos de história da arte.

Bolton guiou o projeto pela “centralidade do corpo vestido”. As obras estão organizadas em torno de “tipos de corpo” temáticos, divididos em três grupos: os corpos clássicos e nus, os que são frequentemente ignorados, como o grávido e o envelhecido, e os mais universais, como o anatômico.

O Foco na Conexão Corpo-Roupa

Ao anunciar o tema em novembro, o curador descreveu o projeto como uma celebração da diversidade do corpo em suas forças e fraquezas. Ele apontou que a moda demorou a ser aceita como arte por estar intrinsecamente ligada ao corpo, e essa aceitação ocorreu sob os termos da arte tradicional, que historicamente nega o corpo.

A proposta central da exposição é reforçar a conexão inseparável entre nossos corpos e as roupas que vestimos. Os manequins, criados por Samar Hejazi, possuem cabeças espelhadas, permitindo que o visitante se veja refletido na peça, o que, segundo Bolton, facilita a empatia e a compaixão.

Detalhes Práticos do Evento

Entre as peças confirmadas estão criações de estilistas renomados como Rei Kawakubo para a Comme des Garçons, Walter Van Beirendonck, Mariano Fortuny, Charles James, Riccardo Tisci para a Givenchy e Georgina Godley. As obras de arte incluem a gravura Adão e Eva, de Albrecht Dürer, de 1504, e uma estatueta grega de terracota da deusa Nike, datada do final do século 5 a.C.

O objetivo, segundo o curador, não é estabelecer uma nova hierarquia, mas sim dissolver essa estrutura, focando na equivalência entre as obras de arte e os corpos. O Met Gala 2026 é patrocinado pelo casal e Lauren Sánchez Bezos, com apoio adicional da Saint Laurent e da Condé Nast.

O tapete vermelho do Met Gala começa às 19h de Brasília do dia 4 de maio e terá transmissão pela Vogue americana. A exposição “Costume Art” estará aberta ao público em 10 de maio de 2026, permanecendo até 10 de janeiro de 2027 nas novas galerias Condé Nast do Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

A visitação está inclusa no ingresso regular do museu.

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