Acordo Mercosul-UE: Lula busca assinatura em 2026! 🚀 O presidente Lula prioriza a assinatura do acordo com a União Europeia, visando impulsionar o agronegócio brasileiro. Saiba mais!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como prioridade para o primeiro dia do ano legislativo assinar a proposta do acordo Mercosul-União Europeia, com o objetivo de enviá-la ao Congresso logo no início das atividades parlamentares de 2026.
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O governo espera que, ainda no primeiro semestre, o acordo seja ratificado, buscando agilizar a tramitação e pressionar o bloco europeu a formalizar o texto. A expectativa é que o plenário da Câmara dos Deputados dê celeridade ao acordo assim que ele chegar à Casa.
Enquanto a União Europeia avalia salvaguardas preventivas, a China, principal destino da carne bovina brasileira, implementou um sistema de cotas que entrou em vigor em 1º de janeiro. O modelo estabelece uma cota inicial de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% dentro da quota e uma fora dela — resultando em uma tarifa total de 67% sobre volumes excedentes.
Em 2025, as importações para o bloco europeu somaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% de todo o volume exportado pelo Brasil.
O acordo Mercosul-UE passa a ser visto como peça-chave para o agronegócio brasileiro, em um contexto no qual o principal destino da carne bovina brasileira começa a impor limites mais claros ao ritmo das importações. O governo estima que as medidas do acordo comercial trarão um aumento (Produto Interno Bruto) do país, o equivalente a R$ 37 bilhões.
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Além disso, o pacto deve representar um aumento de 0,76% no investimento, o equivalente a R$ 13,6 bilhões; uma redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor; assim como um aumento de 0,42% nos salários reais brasileiros. As projeções também indicam um impacto sobre importações e exportações totais: 2,46% sobre importações, o equivalente a R$ 42,1 bilhões; e 2,65% sobre exportações, o que representa R$ 52,1 bilhões.
As tratativas entre o Mercosul e o bloco europeu foram lançadas em 1999, com a expectativa de que seriam longas e difíceis. “O acordo começa a ser desenhado em plena era do início da globalização. Mas o mundo e ambos os lados evoluíram, surgem novas necessidades e a dificuldade de fazer funcionar o acordo”, pontua Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM.
Inicialmente, o interesse era a complementaridade que as partes tinham a oferecer entre si: enquanto o Mercosul carrega oportunidades fortes no agronegócio — principalmente por conta do Brasil —, a UE tem uma indústria mais robusta — encabeçada pela Alemanha.
Com o passar dos anos, a indústria alemã não conseguiu acompanhar o ritmo e se manter competitiva contra a chinesa. “Para a Alemanha, é uma tábua de salvação. Uma indústria envelhecida como a alemã olha para o mercado brasileiro e busca clientela”, afirma Trevisan.
Do outro lado, o agronegócio francês tornou a Europa seu principal cliente, mas não evoluiu o suficiente para se comparar ao agro brasileiro. “O nosso agro é forte e tem condição de entrar pesado na Europa. O problema maior não é o agro brasileiro entrar na França, é o tamanho da nossa indústria alimentícia, que é mais eficiente, acabar roubando o mercado francês”, conclui o professor da ESPM.
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