Mercosul e União Europeia celebram acordo histórico de livre comércio

Mercosul e União Europeia celebram acordo histórico após 26 anos de negociações. Alckmin e Tebet avaliam impacto econômico e desafios na ratificação.

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercosul e União Europeia Próximos de Acordo Histórico

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin, expressou otimismo nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, sobre a entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é que o tratado de livre comércio, após 26 anos de negociações, esteja em vigor ainda no primeiro semestre do ano, sem depender da ratificação dos demais países do bloco.

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Detalhes do Acordo e Impacto Econômico

O acordo, que conecta regiões com aproximadamente 718 milhões de habitantes e um PIB conjunto estimado em US$ 22,4 trilhões, representa um marco significativo para o comércio e a integração econômica. O Brasil, em 2025, exportou US$ 49,8 bilhões para a União Europeia, com um crescimento de 3,2% em relação a 2024, enquanto as importações brasileiras da UE totalizaram US$ 50,3 bilhões, com um aumento de 6,4%.

O volume total de comércio entre os dois blocos ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez desde 1997, com um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior.

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Processo de Ratificação e Desafios

Apesar do avanço, o processo de ratificação ainda enfrenta desafios. Resistências internas em alguns países da UE, incluindo França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, que expressaram preocupações com possíveis impactos nos setores agrícolas, precisam ser superadas.

A assinatura formal do documento estava inicialmente programada para a segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, no Paraguai, atual presidente rotativo do Mercosul, mas foi remarcada para 17 de janeiro. A presidente da Comissão Europeia está autorizada a assinar o documento representando o bloco europeu.

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Celebração e Perspectivas do Acordo

O governo brasileiro celebra o acordo como um dia histórico para o multilateralismo. O presidente do PT, em seu perfil no X, destacou a importância do diálogo e da cooperação entre países e blocos. O ministro da Fazenda, também do PT, enfatizou o significado geopolítico do acordo, abrindo uma nova avenida de cooperação em um momento conturbado.

A ministra do Planejamento, Tebet, classificou o acordo como um marco histórico para o Mercosul, ampliando o acesso a mercados, atraindo investimentos e promovendo a integração regional, com potencial para aumentar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

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