Mercosul e União Europeia Assinarão Acordo Histórico em 17 de Janeiro no Paraguai

Mercosul e União Europeia assinarão acordo em 17 de janeiro no Paraguai. Acordo histórico visa livre comércio com 700 milhões de consumidores.

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Argentina’s Foreign Minister Pablo Quirno speaks during the presentation of the Director General of the International Atomic Energy Agency (IAEA), Rafael Grossi's candidacy for the United Nations secretary-general in Buenos Aires on December 22, 2025. (Photo by JUAN MABROMATA / AFP)

Mercosul e União Europeia Assinarão Acordo em 17 de Janeiro no Paraguai

O chanceler argentino, Pablo Quirno, anunciou nesta sexta-feira (9) que a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia está prevista para o dia 17 de janeiro, no Paraguai. A informação foi divulgada através de publicação em seu perfil no X (ex-Twitter).

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O tratado tem sido objeto de negociações desde 1999, envolvendo Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, os fundadores do bloco sul-americano.

O acordo visa estabelecer a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores. Quirno destacou a importância do evento, descrevendo-o como “um acordo histórico e o mais ambicioso entre os blocos”. A expectativa é que o tratado impulsione o desenvolvimento econômico da região.

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Com a assinatura do acordo, a Argentina e os países do Mercosul ganharão acesso preferencial ao mercado da União Europeia, a terceira maior economia global. Este mercado possui uma população de aproximadamente 450 milhões de pessoas, representando cerca de 15% do Produto Interno Bruto mundial.

A União Europeia comprometeu-se a eliminar tarifas para 92% das exportações do Mercosul e a conceder acesso preferencial para outros 7,5% das exportações. Essa medida beneficiará significativamente a produção agrícola do bloco sul-americano, que poderá exportar 99% de suas exportações de produtos como carne, arroz, mel e soja para o mercado europeu.

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No entanto, o acordo também enfrenta desafios. Alguns setores da economia europeia expressam preocupações sobre o impacto da entrada em massa de produtos sul-americanos, como carne, arroz, mel e soja, em troca da exportação de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus para o Mercosul.

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