Mercosul adota postura de “silêncio estratégico” diante de salvaguardas da UE

Mercosul observa com cautela salvaguardas da UE em acordos comerciais. Bloco sul-americano busca evitar escalada de disputas com a União Europeia.

16/12/2025 21:36

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(Imagem de reprodução da internet).

Os países do Mercosul expressam preocupação com as salvaguardas recentemente estabelecidas pela União Europeia, destinadas a proteger seus produtos agrícolas. O grupo, composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, busca adotar uma postura cautelosa diante do novo mecanismo.

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Estratégia de Silêncio

Relatos indicam que o Mercosul pretende manter um “silêncio estratégico” para evitar reações fortes que poderiam intensificar as disputas entre o bloco e a UE. Essa abordagem visa evitar escalada de acusações mútuas.

Avaliação Governamental Brasileira

Funcionários do governo brasileiro consideram que a reação pública imediata seria “morder a isca” lançada pela França, que se opõe ao acordo de livre comércio e busca usar a situação para fins políticos. O governo acredita que é melhor esperar para avaliar o uso do mecanismo.

Mecanismo de Salvaguardas

O mecanismo da UE, que suspende preferências tarifárias em caso de aumento de exportações do Mercosul acima de 5% ou queda de pelo menos 5% nos preços internos, gerou descontentamento no bloco sul-americano.

Considerações sobre o Acordo Geral

Apesar das preocupações, o Mercosul ainda avalia o acordo com a UE como positivo, considerando que ele inclui capítulos sobre solução de controvérsias e compensações comerciais em caso de aplicação das salvaguardas.

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Participação de Líderes e Negociações

O Brasil receberá os presidentes da Argentina, Uruguai e Paraguai em Foz do Iguaçu para a cúpula do Mercosul, onde será assinado o acordo com a UE. A presidente da Comissão Europeia, o presidente do Conselho Europeu e o comissário de Comércio também participarão.

Aprovação Europeia Necessária

Para a assinatura efetiva do acordo, é necessária a aprovação do Conselho Europeu, que exige o apoio de pelo menos 55% dos países-membros da UE, desde que eles representem pelo menos 65% da população total da UE.

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