Mercedes Kilmer: IA para Honrar Val Kilmer em Novo Filme e Polêmica na Indústria

Mercedes Kilmer Defende Uso de IA para Honrar Memória de Val Kilmer
A musicista Mercedes Kilmer, de 34 anos, defendeu o uso de inteligência artificial para recriar a imagem e a voz de seu pai, Val Kilmer, no filme “As Deep As The Grave”. A decisão, que ainda não possui título em português, foi tomada em um momento delicado para a família, após a morte de Val em 2025, aos 65 anos, devido a complicações de um câncer de garganta diagnosticado em 2014.
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Val passou anos lutando contra a doença, enfrentando tratamentos como uma traqueostomia e utilizando um dispositivo eletrônico para se comunicar. A saúde do astro piorou, levando-o a participar do longa de ação. O diretor Coerte Voorhees optou por utilizar ferramentas digitais, com base em imagens, fotografias e gravações de áudio já existentes, com a autorização da família e do espólio do artista, responsável pela gestão de seus direitos de imagem e propriedade intelectual.
Relembrando a Experiência em “Top Gun: Maverick”
Essa não foi a primeira vez que Mercedes Kilmer explorava a tecnologia para preservar a voz de seu pai. Anteriormente, ela trabalhou com a Sonantic no filme “Top Gun: Maverick” (2022), utilizando a inteligência artificial para recriar a voz de Val.
A iniciativa gerou repercussão, o que causou um certo constrangimento para a musicista.
Reações e Divisões na Indústria
“Começou como uma forma de superar as limitações da doença dele, mas depois evoluiu para algo em que ele realmente percebeu: ‘Espere, tenho a oportunidade de estabelecer um precedente’”, explicou Mercedes em entrevista ao programa norte-americano Today.
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A filha do artista relatou que a utilização da ferramenta tem gerado opiniões divergentes na indústria. “Isso acabou se dividindo em dois grupos. Pessoas que talvez tenham uma posição mais vulnerável na indústria e veem a IA como uma ameaça – o que é totalmente válido –, e pessoas mais jovens, atores e músicos.”
A Visão de Mercedes sobre o Futuro
Mercedes acredita que a IA pode proteger os direitos dos artistas sobre sua própria imagem. “Ao mesmo tempo, recebi muitas reações positivas, principalmente de pessoas mais experientes na indústria, que veem isso como uma forma de proteger a propriedade intelectual dos atores.
Vamos ter que lidar com essa tecnologia de uma forma ou de outra. Evitá-la não é necessariamente o caminho. É muito mais fácil estruturar os direitos quando você licencia algo de forma proativa”, opinou. O lançamento do filme “As Deep As The Grave” ainda não tem data definida.
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