Mercado atento a agenda econômica e decisões de política monetária. Ibovespa encerra sequência de recordes, com alta de 8,53% na semana. Foco em indicadores FGV, Focus e dados do Banco Central. Agenda internacional inclui IFO na Alemanha e divulgações nos EUA. Reuniões de bancos centrais esperadas, com expectativa de manutenção das taxas de juros. Resultados da Ryanair e leilões de títulos americanos também em destaque
Os mercados financeiros iniciam a segunda-feira, 26, impulsionados pelo recente desempenho positivo da bolsa brasileira. A atenção se volta para uma intensa agenda de indicadores econômicos e eventos que moldarão as expectativas para o final do mês e, principalmente, para a semana crucial que se aproxima, marcada por decisões de política monetária tanto no Brasil quanto no exterior.
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O Ibovespa encerrou uma sequência histórica de recordes. Na sexta-feira, 23, o índice renovou sua máxima de fechamento pelo quarto dia consecutivo, atingindo 178.858 pontos, com alta de 1,86%. Na semana, o acumulado de valorização foi de 8,53%, com um aumento de 11,71%.
O foco atual reside na análise dos indicadores de sentimento econômico no Brasil.
Às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de janeiro, um termômetro importante para avaliar a disposição das famílias para consumir, com impacto direto nos setores de varejo e serviços. Pouco depois, às 8h25, o Boletim Focus traz as projeções para a inflação, juros, crescimento do PIB e câmbio.
O Banco Central também divulga estatísticas do setor externo referentes a dezembro e ao fechamento de 2025, incluindo dados sobre balanço de pagamentos e Investimento Direto no País (IDP). Esses números auxiliam na avaliação da dinâmica das contas externas e do apetite do capital estrangeiro pelo Brasil.
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No exterior, a divulgação da pesquisa de sentimento econômico IFO, na Alemanha, às 6h, oferece uma leitura sobre a atividade na maior economia da Europa. Às 9h, o México divulga a taxa de desemprego referente a dezembro. Nos Estados Unidos, a agenda é extensa e inclui uma série de indicadores que compõem o diagnóstico da atividade econômica.
Dados de despesas de consumo pessoal (PCE) referentes a novembro são divulgados às 8h30, juntamente com indicadores regionais. Mais tarde, às 10h30, entram em cena números de pedidos de bens duráveis, encomendas de bens de capital, índices de atividade do Federal Reserve (Fed) de Chicago e do Fed de Dallas, além da atualização do modelo GDPNow do Fed de Atlanta para o quarto trimestre.
O Tesouro americano realiza leilões de títulos de curto e médio prazo ao longo do dia.
A semana se destaca pelas reuniões dos bancos centrais ao redor do mundo, com a expectativa de que até 18 instituições realizem reuniões programadas. Na quarta-feira, 28, o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve realizam suas primeiras reuniões de 2026.
A expectativa consensual é de manutenção das taxas de juros: Selic em 15% ao ano e juros americanos no intervalo entre 3,5% e 3,75%. Nos Estados Unidos, a leitura predominante é de que o Fed deve manter uma postura cautelosa, mesmo diante de pressões políticas por juros mais baixos.
No noticiário corporativo, o destaque da segunda-feira é a divulgação dos resultados financeiros da Ryanair, que podem influenciar o setor aéreo e servir como termômetro para custos, demanda e margens no segmento.
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