Mercado Livre: Lucro Queda 12,5% e Estratégia de Investimento Surpreende!

Mercado Livre registra queda de 12,5% no lucro! A gigante do e-commerce enfrenta desafios com investimentos e expansão no Brasil e México. Saiba mais!

24/02/2026 21:03

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(Imagem de reprodução da internet).

O Mercado Livre anunciou nesta terça-feira (24) uma queda de 12,5% no lucro líquido do quarto trimestre, um resultado abaixo das expectativas dos analistas. A notícia veio acompanhada de um crescimento significativo na receita, impulsionado principalmente pelos mercados da América Latina, especialmente Brasil e México.

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A empresa obteve um lucro líquido de US$ 559 milhões no período de outubro a dezembro.

Investimentos e Margem de Lucro

A redução no lucro líquido foi atribuída à compressão da margem de lucro, resultado de decisões estratégicas da empresa de aumentar investimentos em áreas como a emissão de cartões de crédito e o desenvolvimento de vendas diretas aos consumidores (modelo “1P”).

O vice-presidente sênior de relações com investidores, Paulo Cuccioli, explicou que a empresa está focada em investimentos de longo prazo, mesmo que isso impacte temporariamente a rentabilidade.

Crescimento da Receita e Resultados Operacionais

Apesar da queda no lucro líquido, a receita do Mercado Livre apresentou um aumento de aproximadamente 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 8,8 bilhões. O EBIT (lucro operacional) também subiu cerca de 8%, para US$ 889 milhões, próximo das estimativas.

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No entanto, a margem EBIT diminuiu para 10,1%, em comparação com 13,5% no ano anterior.

Perspectivas e Desafios

Analistas e investidores estão acompanhando de perto o impacto dos investimentos do Mercado Livre na rentabilidade da empresa. A empresa acredita que o desenvolvimento do comércio eletrônico nos mercados em que atua ainda está em uma fase inicial, comparando a situação com os primeiros minutos de um jogo de futebol.

A carteira de crédito da empresa cresceu quase 90% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 12,5 bilhões, com uma taxa de inadimplência de 7,6%.

Venezuela e Operações Internacionais

Cuccioli também comentou sobre as operações da empresa na Venezuela, que não são consolidadas nos resultados gerais da empresa desde 2017. Apesar de ter sido uma região importante no passado, a Venezuela atualmente não é relevante para as operações gerais, embora a empresa veja potencial para retomar a relevância no futuro.

As operações na Venezuela continuam relativamente estáveis.

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