Mercado infantil muda: ONU e IBGE apontam queda em nascimentos. Pais buscam propósito e inovação em produtos e serviços para crianças.
O mundo enfrenta uma realidade demográfica com menos nascimentos, o que está impulsionando uma transformação significativa no mercado de produtos e serviços para crianças. Dados da ONU e do IBGE revelam uma queda expressiva na taxa de natalidade no Brasil, com um número de 2,5 milhões de nascimentos em 2023, o menor desde 1976.
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Essa diminuição, que já afeta 60% dos países globalmente, resulta em um aumento do investimento em cada filho, alterando drasticamente a forma como pais e mães consomem, escolhem e interagem com as marcas. Esse cenário, impulsionado por uma nova demografia, representa um novo mercado com potencial de crescimento, onde o valor agregado e a experiência do consumidor se tornam elementos cruciais.
Os pais e mães da nova geração, predominantemente millennials e Gen Z, são consumidores exigentes, informados e com forte consciência de valores. Eles pesquisam, comparam e buscam marcas que compartilhem seus princípios. O cuidado com a criança transcende a mera conveniência, tornando-se uma extensão do estilo de vida, refletindo seus valores e crenças.
A escolha de produtos e serviços infantis agora é uma decisão com propósito, como a preferência por fraldas dermatologicamente testadas e livres de parabenos, ou por alimentos e fórmulas “clean label”. A tecnologia e o acompanhamento do desenvolvimento infantil, através de aplicativos e wearables, também ganham espaço, enquanto as marcas investem em experiências digitais e presenciais que fortalecem o vínculo emocional com as famílias.
A transformação do mercado infantil se traduz em inovação para as marcas, que agora buscam ser parceiras na jornada familiar, oferecendo soluções que unem tecnologia, empatia e sustentabilidade. A combinação de Inteligência Artificial e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) tem aumentado em 26% a eficiência do ciclo de desenvolvimento de produtos, reduzindo desperdícios e acelerando descobertas.
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Além disso, o aumento de embalagens biodegradáveis ou recicláveis, impulsionado por uma nova lógica de cuidado consciente, demonstra a busca por práticas mais sustentáveis. A construção de comunidades de pais, com conteúdo e suporte, e a oferta de experiências digitais personalizadas no pós-venda, fortalecem a confiança e o relacionamento entre marcas e consumidores.
O mercado infantil está evoluindo para um ecossistema de valor emocional, social e ambiental, impulsionado por uma realidade demográfica com menos nascimentos. O crescimento não virá do volume, mas da confiança, da inovação e da conexão genuína com o consumidor.
As marcas que prosperarão serão aquelas que compreenderem que “cuidar bem de um filho é, cada vez mais, uma escolha de vida — e uma oportunidade de negócio que exige propósito”. O futuro do cuidado infantil reside em entregar mais valor, desde o primeiro choro até o primeiro passo, transformando o ato de cuidar em uma experiência significativa e duradoura.
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