Mercado Ilegal de Apostas Explode no Brasil: Estudo Revela Crescimento Alarmante

Mercado ilegal de apostas dispara no Brasil! Estudo aponta para 41-51% das apostas e R$ 26-40 bilhões movimentados. Urgente: risco de perda de R$ 10 bilhões para o governo. Leia mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Crescimento do Mercado Ilegal de Apostas Esportivas no Brasil

Um novo estudo, divulgado na terça-feira (24 de fevereiro de 2026), em Brasília, aponta para um cenário preocupante no mercado de apostas esportivas no Brasil. De acordo com a pesquisa, o mercado ilegal já representa entre 41% e 51% das apostas realizadas no país, movimentando um volume anual estimado entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões.

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A estimativa indica que essa informalidade pode resultar em uma perda de até R$ 10 bilhões em arrecadação para o governo.

O levantamento, apresentado em um evento em parceria com a TMC e com a presença de autoridades da Câmara dos Deputados, será entregue ao presidente da Câmara, Ricardo Valente (Republicanos-PB), antes da votação do Projeto de Lei Antifacção. O documento completo (PDF – 6 MB) está disponível para consulta.

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Durante o evento, empresários do setor de apostas, representantes do esporte e autoridades expressaram críticas à proposta de criação da Cide-Bets, que visa taxar os depósitos em plataformas legalizadas. O estudo, coordenado pelo professor da USP, Paulo Cesar de Oliveira, argumenta que o modelo regulatório atual pode estar inadvertidamente incentivando a ilegalidade, devido aos altos custos de conformidade que prejudicam a competitividade das empresas autorizadas.

A análise destaca que, no ambiente digital, a migração para plataformas estrangeiras é rápida e instantânea, o que favorece a vantagem das bets clandestinas. A proposta da Cide-Bets, já aprovada pelo Senado em dezembro de 2025, prevê a cobrança de 15% sobre as transferências feitas por pessoas físicas às operadoras.

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Segundo o estudo, um depósito de R$ 100 renderia R$ 85 para apostas em sites regulamentados, enquanto plataformas ilegais manteriam o valor integral. O advogado Pierpaolo Bottini, do Instituto Esfera, defendeu o foco no combate à ilegalidade, sugerindo que, ao trazer os operadores informais para o sistema, seria possível arrecadar R$ 10 bilhões por ano.

Representantes do setor esportivo também manifestaram preocupação. José Francisco Manssur, sócio da CSMV Advogados, alertou que as empresas de apostas são hoje “os grandes patrocinadores do esporte brasileiro” e que mudanças tributárias podem reduzir investimentos.

O comentarista Benjamin Back declarou que a redução do número de patrocinadores pode prejudicar clubes médios e pequenos.

O estudo também aponta que 78% dos apostadores relatam dificuldade para identificar se uma plataforma é legalizada. Sites clandestinos frequentemente simulam a aparência de marcas autorizadas, oferecendo odds mais atrativas e menos exigências, como o reconhecimento facial obrigatório.

Experiências internacionais indicam que o aumento da carga tributária pode estimular o mercado paralelo, como observado na Colômbia, Holanda e Bélgica.

O relatório defende que o desafio brasileiro é calibrar o modelo regulatório para tornar a operação legal economicamente competitiva, sob risco de ampliar a presença de operadores fora do controle do Estado.

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