Mercado europeu de carne suína enfrenta queda de preços e pressão da Peste Suína Africana

Mercado europeu de carne suína enfrenta queda de preços com novos casos de Peste Suína Africana. União Europeia registra menor valor desde 2022

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(Imagem de reprodução da internet).

O mercado europeu de carne suína iniciou o ano de 2026 sob forte pressão, caracterizada por uma queda significativa nos preços. Essa situação foi agravada pela confirmação de novos focos de Peste Suína Africana (PSA), uma doença viral que afeta suínos e javalis, mas não representa risco à saúde humana.

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A doença causa restrições comerciais e abates sanitários, impactando diretamente o setor.

Fatores Contribuindo para a Pressão

A intensificação da concorrência no comércio internacional e a pressão sobre as cotações globais são resultado do avanço da PSA, combinado com o excesso de oferta e o consumo enfraquecido. Essa combinação de fatores representa um desafio para os exportadores, como o Brasil.

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Variação de Preços em 2025

No final de 2025, as cotações do suíno vivo registraram uma queda acentuada, diminuindo de patamares próximos a US$ 2,00/kg para cerca de US$ 1,50/kg no início de janeiro. O preço médio no consolidado da União Europeia atingiu US$ 1,72/kg, o menor valor observado desde 2022.

Produção Europeia e Desequilíbrio do Mercado

Apesar do impacto sanitário, o principal fator de pressão é estrutural. Segundo o Segundo Relatório do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura da União Europeia, a produção europeia de carne suína cresceu aproximadamente 4% entre janeiro e outubro de 2025, alcançando 18,2 milhões de toneladas.

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A Espanha liderou esse crescimento, com um aumento próximo de 7%, seguida por Polônia, Dinamarca e Itália.

O aumento da oferta ocorreu em um momento de demanda interna fraca, influenciado pelo baixo crescimento econômico, inflação acumulada e mudanças nos hábitos alimentares dos consumidores europeus. Esse cenário resultou em um mercado desequilibrado, com preços pressionados e margens reduzidas para os produtores.

Impactos no Comércio Internacional

O cenário europeu pode gerar efeitos no comércio global de carne suína. Com dificuldades para absorver o volume produzido internamente, a União Europeia pode aumentar sua oferta no mercado externo, buscando escoar excedentes a preços mais competitivos.

Segundo Rodrigo Costa, analista da Pine Agronegócios, essa situação exige atenção de países exportadores. “Quando a Europa enfrenta excesso de oferta e preços deprimidos, ela tende a competir de forma intensa no mercado internacional, aumentando a pressão sobre as cotações globais e reduzindo o espaço para exportadores como o Brasil em alguns destinos”.

A disputa deve ser mais evidente em mercados sensíveis a preço, especialmente na Ásia e em partes da África, onde a carne europeia pode ganhar competitividade mesmo com restrições sanitárias pontuais. “Ainda que a PSA limite o acesso a determinados países, o bloco mantém uma ampla rede de destinos habilitados”, complementou Costa.

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