Mercado de luxo: Experiências sobem de valor! Investimento de US$ 240B em 2023 para US$ 400B em 2028, impulsionado por demanda por alta hotelaria, restaurantes Michelin e eventos exclusivos
Desde 2019, o mercado de artigos de luxo tem experimentado uma transformação notável. Enquanto o preço de bens como jatos particulares, relojoaria nobre e rótulos de vinhos de prestígio tem diminuído, o valor de experiências de alta hotelaria, restaurantes Michelin e eventos restritos disparou, conforme apontado pela revista “The Economist”.
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A empresa de consultoria McKinsey projeta um salto de US$ 240 bilhões (R$ 1,29 trilhão, na cotação de 17 de janeiro de 2023) para US$ 400 bilhões (R$ 2,152 trilhões) em 2028, representando um aumento de 66%.
Uma das principais razões para essa mudança é o foco crescente nas experiências. Com a pandemia, o comportamento dos consumidores de luxo mudou. O isolamento social levou os indivíduos do estrato social mais elevado a buscar reconexão interna, contato intenso com a família e a valorização da saúde.
Isso impulsionou a demanda por vivências exclusivas e emocionantes, superando a posse de bens materiais. Cláudia Brandão, especialista em luxo contemporâneo pela Universidade Paris Nanterre, explica que “o desejo de vivenciar experiências exclusivas e emocionantes” se tornou mais importante do que possuir bens de luxo.
A busca por experiências autênticas e exclusivas se reflete em diversos setores. Restaurantes com estrelas Michelin, como o Disfrutar em Barcelona, enfrentam filas de reserva que podem ultrapassar um ano. Experiências gastronômicas de alto nível, com menus degustação que ultrapassam os R$ 2.570, capturam a atenção do público super-rico.
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Além disso, eventos como o Super Bowl, final do campeonato de futebol americano dos Estados Unidos, tiveram seus ingressos revendidos a valores recordes.
A mudança no mercado de luxo também se deve à entrada de novos consumidores. O Brasil, com a maior concentração de renda no pós-pandemia, impulsionou a demanda por bens de luxo. O interesse por grifes internacionais, como a FARM Rio, que registrou receita de R$ 117 milhões em 2023, e por produtos que valorizam a cultura regional e a sustentabilidade, também contribui para essa tendência.
Cláudia Brandão destaca que “o Brasil produziu muitos novos ricos nesse período”, e que esses consumidores buscam autenticidade e originalidade, o que cria uma oportunidade para marcas que oferecem produtos e experiências únicas.
Apesar da queda de valor de alguns bens de consumo pessoal de luxo, marcas como a Hermès, conhecida pela bolsa Birkin, mantêm o aumento de preços para preservar uma “aura de exclusividade”. O mercado de luxo de segunda mão também está em crescimento, impulsionado pela busca por autenticidade e originalidade.
Cláudia Brandão enfatiza que “o grande desafio hoje, independente de volume de mercado, é manter o encantamento do cliente. Fazer ele voltar pela experiência única”.
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