A sessão de ontem, 26 de julho de 2026, no mercado financeiro brasileiro foi marcada por uma dinâmica complexa, influenciada tanto por eventos internos quanto por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Inicialmente, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram um movimento ascendente, impulsionado pelo leilão regular de títulos prefixados do Tesouro, uma operação que ocorre diariamente e que, tradicionalmente, oferece suporte à curva de juros.
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Leilão de Títulos e Impacto no Mercado de DIs
O leilão, realizado entre 11h e 11h30, envolveu a venda de 20 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 8,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F). Operadores do mercado, buscando proteção contra flutuações, compraram DIs, o que contribuiu para a sustentação da curva de juros.
A expectativa de um corte na taxa Selic pelo Banco Central também influenciou o cenário.
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Incertezas Geopolíticas e Queda das Taxas
No entanto, a tarde trouxe uma reviravolta. As tensões entre Estados Unidos e Irã, somadas à declaração de uma autoridade iraniana sobre a possibilidade de um acordo, levaram a uma reavaliação do risco, resultando em uma queda nas taxas dos DIs.
A expectativa de um corte na Selic, combinada com a busca por ativos mais seguros, impulsionou a demanda por DIs, especialmente nos contratos mais longos, como o de janeiro de 2031.
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Cenário Internacional e Expectativas de Juros
Apesar de um Ibovespa em baixa e o dólar em alta, o mercado de DIs se beneficiou da percepção de que o Banco Central está inclinado a reduzir a Selic em 50 pontos-base em março. A atenção agora se volta para a divulgação do IPCA-15, um indicador inflacionário que pode influenciar as decisões do Banco Central.
O rendimento do Treasury de dez anos também apresentou uma leve queda, refletindo a busca por ativos mais seguros em um contexto de incertezas.
