Inflação e juros sob controle? Mercado reduz expectativas e prevê Selic menor em 2026! Veja as projeções e o impacto para a economia brasileira
O movimento contínuo da queda do dólar, somado ao impacto dos juros na economia e na demanda, especialmente nos setores que dependem de crédito, tem gerado expectativas mais positivas no mercado em relação à inflação deste ano. As previsões do Focus, por exemplo, estão recuando há sete semanas, e atualmente apontam para uma inflação de 3,91% ao ano.
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Essa redução, mesmo com a resiliência ainda observada nos preços dos serviços, está contribuindo para uma convergência das projeções com a meta estabelecida pelo Banco Central, que é um fator crucial para que a instituição possa iniciar um ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic.
Inicialmente, o mercado esperava um primeiro corte de 0,25% na Selic em março. No entanto, a evolução das expectativas tem levado a previsões de um corte maior, possivelmente de 0,5%, ou até mesmo um movimento ainda mais expressivo ao longo do ano.
Essa mudança nas projeções se refletiu em uma revisão da expectativa de mercado para o fim de 2026, que agora aponta para uma Selic de 12,13%, em vez da estimativa anterior de 12,25%.
É importante ressaltar que o mercado econômico historicamente tem tendido a subestimar o ritmo de crescimento da economia. As previsões costumam ser mais conservadoras, o que é comemorado pelo governo. Contudo, uma parte significativa do impulso econômico vem de gastos públicos, programas sociais e outros estímulos, que, embora possam ajudar a evitar uma desaceleração mais acentuada da economia no curto prazo, também podem dificultar a queda mais rápida da inflação.
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A economia brasileira continua enfrentando desafios, com um cenário de “voos de galinha”, caracterizado por avanços e retrocessos. Em 2026, ano de eleições, é provável que esse padrão se repita, com diferentes atores políticos buscando demonstrar resultados para agradar os eleitores.
A implementação de ajustes estruturais nas contas públicas, que são necessários para garantir um crescimento sustentável a longo prazo, tende a ser adiada para além de 2027.
O Banco Central, ao calibrar a Selic, leva em consideração tanto a trajetória da inflação quanto a situação fiscal do país. A expectativa é que, se a expansão da atividade não comprometa a meta inflacionária, seja possível um movimento de cortes na taxa básica de juros.
No entanto, a instituição permanece atenta e cautelosa, buscando garantir a estabilidade econômica.
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