Menopausa: ondas de calor e alterações hormonais afetam saúde óssea e cardiovascular. Acompanhamento médico e hábitos saudáveis são cruciais.
A menopausa é frequentemente associada a sintomas como ondas de calor e fogachos, mas representa um processo fisiológico complexo que afeta o corpo feminino de maneiras sutis e graduais. As alterações hormonais, principalmente a queda dos níveis de estrogênio, desencadeiam mudanças que podem ser confundidas com estresse, envelhecimento natural ou excesso de trabalho.
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Distúrbios do sono, como dificuldade para pegar no sono e despertares noturnos, são queixas comuns durante essa fase. A privação do sono pode afetar a memória, a concentração e o desempenho profissional. Mudanças de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade e episódios leves de depressão, também podem surgir, muitas vezes atribuídos a fatores externos, mas que estão relacionados à oscilação hormonal.
A diminuição do estrogênio impacta diretamente a saúde óssea, acelerando a perda de massa e aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. Essa perda é frequentemente silenciosa e só é detectada após a ocorrência de fraturas. Além disso, a menopausa pode afetar a saúde cardiovascular, diminuindo a proteção conferida pelos hormônios femininos e elevando o risco de hipertensão, alterações no colesterol e doenças cardíacas.
Mulheres que não apresentavam histórico de problemas cardiovasculares podem desenvolver fatores de risco após a menopausa.
O acompanhamento ginecológico é fundamental para avaliar os sintomas, solicitar exames hormonais e metabólicos e orientar estratégias personalizadas. Em alguns casos, a terapia hormonal pode ser considerada, após análise criteriosa dos benefícios e riscos.
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A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular, atenção à saúde mental e sono de qualidade, também desempenham um papel crucial na redução dos sintomas e na proteção dos ossos e do coração.
A menopausa exige atenção e cuidado. Ao reconhecer seus efeitos silenciosos e buscar orientação médica especializada, a mulher pode alcançar um período de adaptação consciente e bem conduzido, promovendo o equilíbrio, a saúde e o bem-estar.
O acompanhamento médico contínuo é o que diferencia uma fase vivida com sofrimento de um período de adaptação consciente e bem conduzido.
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