Médico iraniano descreve caos e violência em Teerã após repressão a protestos
Médico iraniano relata caos em hospitais de Teerã após violência. Desabastecimento e ferimentos graves com armas de fogo são denunciados. HRANA aponta 12 menores entre vítimas
Um médico iraniano, que prefere não ser identificado por razões de segurança, relatou cenas de extrema dificuldade nos hospitais e nas ruas de Teerã após a violência do regime contra os manifestantes. Ele descreveu como lidou com dezenas de pacientes gravemente feridos por disparos de armas de fogo e chumbos, durante vários dias.
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A situação, segundo o médico, atingiu um ponto crítico, com recursos insuficientes para atender à grande quantidade de vítimas.
Situação de Emergência nos Hospitais
O médico descreveu a situação hospitalar como um “colapso”, devido ao grande número de pacientes com ferimentos graves. Ele detalhou a necessidade de realizar triagem para determinar quais pacientes tinham maior chance de sobrevivência, considerando a escassez de recursos e a falta de leitos disponíveis para cirurgias.
A priorização de vidas se tornou uma realidade diante da crise.
Mudança no Tipo de Ferimentos
O médico relatou uma mudança significativa no tipo de ferimentos que ele estava tratando. Ele mencionou o uso de munição real, em vez de chumbos, e descreveu o som de metralhadoras pesadas, como a Dushka, sendo utilizadas. Essa mudança indicava a intensificação da violência e a escalada da repressão.
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Testemunhos de Violência nas Ruas
Ao sair de sua residência, o médico testemunhou a presença de sangue nas ruas, com relatos de colegas sobre a chegada de diversas pessoas baleadas no rosto. A presença de forças de segurança no hospital, coletando informações sobre os pacientes, também foi um ponto de preocupação.
Contexto da Crise e Dados sobre Prisões
A situação nos hospitais de Teerã ocorre em meio à repressão contínua aos protestos, iniciados no final de dezembro. A organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, confirmou o número de 12 manifestantes menores de 18 anos entre as vítimas.
Além disso, a HRANA informou sobre pelo menos 18.137 prisões desde o início das manifestações.
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