MEC lança pesquisa sobre impacto da lei que restringe celulares em escolas

MEC lança pesquisa sobre lei que restringe celulares em escolas. Iniciativa avalia impactos da lei, com resultados positivos no foco e interação de alunos.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Ministério da Educação (MEC) lançou uma pesquisa nacional com o objetivo de analisar os impactos da lei que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras. A iniciativa, em parceria com o Instituto Alana e o Inep, será realizada no primeiro semestre de 2026.

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A lei, que entrou em vigor há um ano, em 13 de março, está sendo avaliada para entender sua implementação e os efeitos iniciais no ambiente escolar. O ministro da educação, Camilo Santana, destacou que os resultados até o momento são positivos, com alunos demonstrando maior foco e interação nas atividades.

O ministro ressaltou a importância de limitar o tempo de exposição de crianças e adolescentes a telas, mencionando os riscos associados ao uso excessivo, como déficit de atenção e possíveis transtornos mentais. Ele enfatizou que o celular deve ser utilizado exclusivamente para fins pedagógicos dentro da sala de aula, visando criar um ambiente de aprendizado adequado.

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A pesquisa do MEC também busca contribuir para o debate público sobre o uso de dispositivos por jovens e para aprimorar as políticas educacionais. A lei estabelece restrições contextuais, buscando proteger o ambiente escolar.

A legislação permite o uso de celulares para fins pedagógicos, acessibilidade, inclusão, necessidades de saúde e garantia de direitos. A medida surgiu em um contexto de preocupação com os riscos da hiperconectividade e seus impactos no desempenho escolar e na saúde mental.

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Dados do Pisa 2022 indicam que muitos estudantes brasileiros enfrentam dificuldades de concentração em aulas de matemática devido ao uso de celulares. A restrição do uso do celular nas escolas tem gerado resultados positivos, com alunos mais focados e atentos.

O hábito de fotografar o quadro diminuiu, e os estudantes passaram a escrever, registrar e interagir de outras formas. Nos intervalos, o pátio se transformou em um espaço de conversas, leitura, jogos e brincadeiras, promovendo a convivência e a ludicidade.

Para auxiliar na implementação da norma, o MEC disponibilizou materiais orientadores para secretarias de educação, escolas, professores, estudantes e famílias. Esses materiais incluem guias práticos, planos de aula e roteiros para reuniões escola-família, além de materiais para campanhas de conscientização sobre o uso responsável de celulares.

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