O funkeiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Oruam”, que se encontra foragido, compartilhou um vídeo nas redes sociais na terça-feira (3) mostrando sua tentativa frustrada de carregar sua tornozeleira eletrônica. Em seu relato, ele inicialmente suspeitou de um problema no carregador, alegando tê-lo substituído, mas o problema persistiu.
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A situação levanta questões sobre a eficácia do monitoramento eletrônico como alternativa à prisão.
Descumprimento das Medidas Cautelares
A medida judicial, determinada pela 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital, visava supervisionar Oruam em decorrência de sua investigação por tentativa de homicídio qualificado. A juíza Tula Corrêa de Mello havia determinado o cumprimento de diversas restrições, incluindo a proibição de circulação noturna, acesso a áreas de risco e comunicação com outros investigados, além do monitoramento constante por meio da tornozeleira eletrônica.
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A situação se complicou com o não cumprimento das medidas.
Incidentes e Falhas no Monitoramento
Relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP-RJ) apontaram uma série de incidentes. O artista descumpriu o recolhimento domiciliar noturno repetidamente e deixou a tornozeleira desligada por longos períodos, totalizando 22 ocorrências entre outubro e novembro de 2025. A grande maioria das falhas, 21 graves, ocorreram em 2026, relacionadas à falta de carregamento da bateria.
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Ações do Poder Judiciário e Novas Falhas
Diante da situação, a Secretaria de Administração Penitenciária trocou o equipamento, mas o novo carregador também apresentou falhas por ausência de carregamento. Desde 1º de fevereiro, a tornozeleira permanece descarregada, comprometendo o acompanhamento da medida judicial.
As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal.
Processo Criminal e Acusação
O caso envolve Oruam e outros réus, incluindo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos, no processo por tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, que estavam participando de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em 22 de julho de 2025.
