Retomada Gradual no Setor da Construção Civil
O setor da construção civil demonstra sinais de uma retomada gradual, impulsionada por novas medidas governamentais e mudanças no mercado financeiro. Após um período de desaceleração, com a perda de tração em alguns indicadores de atividade em 2025, a expectativa é de um crescimento gradual no próximo ano.
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Essa perspectiva é sustentada por iniciativas como a criação da Faixa 4 e a implementação da nova linha de crédito para reformas residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, além do lançamento de um novo modelo de crédito imobiliário.
Impacto das Novas Medidas
As novas medidas visam fortalecer o setor, oferecendo mais opções de financiamento e incentivando a demanda por materiais de construção. A Faixa 4, por exemplo, representa um novo segmento de mercado, enquanto a linha de crédito para reformas residenciais, por meio do programa Reforma Casa Brasil, visa impulsionar o setor de reformas, que tem apresentado sinais de enfraquecimento.
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O novo modelo de crédito imobiliário, com juros de até 12% ao ano e prazos de até 30 anos, também deve contribuir para aumentar a oferta de crédito.
Mudanças no Mercado Financeiro
O mercado financeiro tem se adaptado a essas mudanças, com a redução da participação da caderneta de poupança no funding imobiliário, de 40% para 30% entre dezembro de 2022 e julho de 2025. Essa mudança reflete o aumento do interesse em ativos financeiros mais rentáveis, como títulos e fundos imobiliários (LCIs, CRIs e LIGs).
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O governo federal anunciou uma nova regra para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de diversificar as fontes de funding e ampliar os recursos disponíveis para o crédito imobiliário.
Perspectivas de Crescimento
De acordo com projeções da Tendências Consultoria, liderada por Matheus Ferreira, o PIB da Construção Civil deve avançar 2,1% em 2026, após uma expectativa de crescimento médio de 1,2% no ano corrente. O mercado imobiliário de baixa renda, impulsionado pela Faixa 4 e pelo programa Reforma Casa Brasil, deverá ser um dos principais motores desse crescimento.
A expansão da massa de renda setorial e a escassez de mão de obra qualificada também contribuem para o cenário positivo.
A Caixa Econômica Federal anunciou a elevação do percentual máximo financiável dos imóveis para 80%, o que reforça o potencial de crescimento do setor. A retomada gradual na construção civil, impulsionada por essas medidas, representa um momento positivo para o mercado imobiliário brasileiro.
