Setor da construção civil mostra sinais de retomada com novas medidas do governo e crédito imobiliário facilitado. Crescimento de 2,1% projetado para 2026, impulsionado por Faixa 4 e Minha Casa, Minha Vida
O setor da construção civil demonstra sinais de uma retomada gradual, impulsionada por novas medidas governamentais e mudanças no mercado financeiro. Após um período de desaceleração, com a perda de tração em alguns indicadores de atividade em 2025, a expectativa é de um crescimento gradual no próximo ano.
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Essa perspectiva é sustentada por iniciativas como a criação da Faixa 4 e a implementação da nova linha de crédito para reformas residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida, além do lançamento de um novo modelo de crédito imobiliário.
As novas medidas visam fortalecer o setor, oferecendo mais opções de financiamento e incentivando a demanda por materiais de construção. A Faixa 4, por exemplo, representa um novo segmento de mercado, enquanto a linha de crédito para reformas residenciais, por meio do programa Reforma Casa Brasil, visa impulsionar o setor de reformas, que tem apresentado sinais de enfraquecimento.
O novo modelo de crédito imobiliário, com juros de até 12% ao ano e prazos de até 30 anos, também deve contribuir para aumentar a oferta de crédito.
O mercado financeiro tem se adaptado a essas mudanças, com a redução da participação da caderneta de poupança no funding imobiliário, de 40% para 30% entre dezembro de 2022 e julho de 2025. Essa mudança reflete o aumento do interesse em ativos financeiros mais rentáveis, como títulos e fundos imobiliários (LCIs, CRIs e LIGs).
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O governo federal anunciou uma nova regra para o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de diversificar as fontes de funding e ampliar os recursos disponíveis para o crédito imobiliário.
De acordo com projeções da Tendências Consultoria, liderada por Matheus Ferreira, o PIB da Construção Civil deve avançar 2,1% em 2026, após uma expectativa de crescimento médio de 1,2% no ano corrente. O mercado imobiliário de baixa renda, impulsionado pela Faixa 4 e pelo programa Reforma Casa Brasil, deverá ser um dos principais motores desse crescimento.
A expansão da massa de renda setorial e a escassez de mão de obra qualificada também contribuem para o cenário positivo.
A Caixa Econômica Federal anunciou a elevação do percentual máximo financiável dos imóveis para 80%, o que reforça o potencial de crescimento do setor. A retomada gradual na construção civil, impulsionada por essas medidas, representa um momento positivo para o mercado imobiliário brasileiro.
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