Maria Kolesnikova, líder dos protestos de rua em Belarus, e Ales Bialiatski, ganhador do Prêmio Nobel de Paz, foram libertados em 13 de outubro, juntamente com mais 121 presos políticos. Essa medida representa um acordo sem precedentes, facilitado por negociações.
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A situação demonstra a persistência da luta por direitos e liberdades no país.
A libertação de Bialiatski, que recebeu o prêmio em 2022 enquanto ainda estava preso, é um marco significativo. Em entrevista em Vilnius, ele enfatizou que “a luta continua”, refletindo a complexidade da situação política em Belarus. Ele expressou esperança em relação ao futuro, mencionando o desejo de um futuro onde todos possam ser livres.
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A situação política em Belarus tem sido marcada pela repressão a opositores e manifestantes desde as eleições de 2020, consideradas fraudulentas por grupos de direitos humanos. Essas eleições desencadearam semanas de protestos que desafiaram o governo de Alexander Lukashenko, que permanece no poder há 30 anos.
A libertação de Kolesnikova, que se tornou uma figura central no movimento de 2020 ao resistir à deportação, demonstra a força da oposição.
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Prisioneiros políticos em Belarus frequentemente enfrentam condições de isolamento e tratamento severo, como relatado por observadores. Ales Bialiatski, em sua entrevista, descreveu sua experiência de ser transportado em um ônibus e amarrado até chegar à fronteira com a Lituânia, evidenciando as restrições impostas à sua liberdade.
O Comitê Nobel destacou a importância da libertação desses presos políticos, afirmando que “sua detenção continuada ilustra de forma gritante a repressão sistêmica que se mantém no país”. A organização continua a monitorar a situação e a defender os direitos humanos em Belarus.
