María Corina: “Cartel de Estado” controla 24% da cocaína global

Venezuelana vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025 afirma que 24% da cocaína mundial atravessa o país, segundo reportagem do Poder360.

12/10/2025 11:54

3 min

María Corina: “Cartel de Estado” controla 24% da cocaína global
(Imagem de reprodução da internet).

Vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado Denuncia Regime Maduro como “Organização Criminosa”

Em uma entrevista ao portal de notícias argentino Infobae, a venezuelana María Corina Machado, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2025, apresentou uma análise contundente sobre o regime de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). A líder opositora descreveu o governo Maduro não como uma ditadura convencional, mas como uma organização caracterizada por uma “dinâmica absolutamente criminosa”, que se tornou mais complexa e perigosa, representando uma ameaça não apenas para a Venezuela, mas para todo o hemisfério ocidental.

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Denúncias de Envolvimento com o Tráfico de Drogas e Organizações Terroristas

Machado afirmou que a Venezuela se tornou um canal crucial para o narcotráfico, com 24% da cocaína mundial passando pelo país, conforme dados do FBI (Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos). Ela enfatizou que, apesar das negações de alguns envolvidos, a evidência demonstra uma realidade criminosa. Além disso, a líder opositora acusou o governo venezuelano de estar envolvido com organizações consideradas terroristas, utilizando o Palácio Miraflores como centro de comando do Tren de Aragua, que cometeu crimes em diversos países, incluindo o Chile, onde foi denunciado pelo Tribunal Penal Internacional, com a participação do atual ministro da Justiça, Diosdado Cabello.

Ameaça Regional e Plano de Estabilização

Machado descreveu a Venezuela como um “hub do crime das Américas”, representando uma ameaça para países como Argentina, Brasil, Colômbia, América Central, Caribe e Estados Unidos. Ela acredita que o regime não possui legitimidade nem apoio popular, sustentado por uma “repressão brutal” financiada por atividades ilegais como contrabando, minerais, ouro, armas, tráfico de pessoas e o mercado negro do petróleo. A líder opositora também delineou um plano de estabilização, com a colaboração de policiais, militares e funcionários públicos, para neutralizar grupos que tentariam desestabilizar o país, especialmente nas primeiras 100 horas e 100 dias após a queda de Maduro.

Reconhecimento do Nobel e Críticas a Trump

A obtenção do Prêmio Nobel da Paz impulsionou significativamente a causa venezuelana, segundo Machado, que compartilhou o reconhecimento com “milhões de venezuelanos que arriscaram sua liberdade e vidas por 26 anos”. A líder opositora também mencionou o papel do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na resolução de conflitos complexos, elogiando sua “liderança” nesse processo. Ela dedicou o prêmio a Trump em reconhecimento a um “ato de justiça”.

Plano de Estabilização e Visão para o Futuro

Machado expressou confiança de que a Venezuela será livre e que a queda de Maduro é inevitável. Ela rejeitou a comparação com casos como a Líbia, Afeganistão ou Iraque, argumentando que a Venezuela não possui diferenças religiosas, étnicas ou regionais que justifiquem essa analogia. A líder opositora enfatizou a importância da união e da preparação para as primeiras 100 horas e 100 dias após a transição, com o objetivo de neutralizar grupos que buscam desestabilizar o país.

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