Margelo Bolsas Artesanais: Da Viralização ao Sucesso Sustentável em 2026

Margelo Bolsas Artesanais: Do crochê viral ao sucesso! 🚀 Descubra a história da marca que conquistou o mundo em 2025. Uma jornada surpreendente e sustentável!

28/04/2026 09:18

4 min

Margelo Bolsas Artesanais: Da Viralização ao Sucesso Sustentável em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Margelo Bolsas Artesanais: Do Crochê Viral ao Crescimento Sustentável

A história da Margelo Bolsas Artesanais é um exemplo de como a criatividade e a paixão podem encontrar um caminho inesperado no mundo dos negócios. Fundada há 50 anos pela estilista e artesã Margelo Barbosa, a marca começou como uma produção autoral de bolsas de crochê na Feira Hippie de Belo Horizonte.

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O que começou como um hobby se transformou em uma empresa em expansão, impulsionada por um evento surpreendente em maio de 2025.

Tudo começou quando vídeos das bolsas da Margelo viralizaram nas redes sociais, gerando um aumento exponencial no faturamento e atraindo a atenção de clientes de todo o mundo. “A viralização foi um tsunami”, relatou Margelo Barbosa, destacando o papel de uma influenciadora que apreciou a arte e a divulgou espontaneamente.

A partir daí, a marca passou por uma transformação, buscando um crescimento sustentável sem perder o controle do tempo, da autoria e do processo manual.

A Explosão de Demanda e a Resposta da Marca

A demanda repentina por suas bolsas não foi planejada, mas a Margelo respondeu de forma estratégica. Após o primeiro pico de visibilidade, a marca começou a mostrar o processo produtivo nas redes sociais, revelando os bastidores do trabalho manual, o tempo dedicado ao crochê e a autenticidade da produção. “Sabíamos que o consumidor buscava autenticidade”, afirmou Barbosa, ressaltando a importância de criar as condições para que o algoritmo a encontrasse.

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Com a viralização, a Margelo implementou medidas práticas para organizar a produção, estruturar o atendimento via site, WhatsApp e Instagram, revisar prazos e comunicar limites de forma transparente. “Viralizar é fácil; sustentar é gestão”, disse Barbosa, enfatizando a necessidade de planejamento e controle para garantir a qualidade e a identidade da marca.

Dobrar Faturamento e os Limites do Artesanal

O aumento de faturamento expôs o principal limite do modelo: a produção manual. Cada peça exige tempo, técnica e mão de obra qualificada, o que impõe um ritmo de produção limitado. “O gargalo foi a produção artesanal“, explicou Barbosa, afirmando que não é possível escalar a produção com máquinas sem comprometer a qualidade e a identidade da marca.

O aprendizado foi claro: volume sem controle compromete qualidade — e identidade.

Em 2025, a Margelo fechou o ano com uma média de 30.000 reais por mês em faturamento, com quase 60% das vendas originadas do digital. “O negócio deixou de ser apenas autoral quando o faturamento se tornou recorrente e previsível”, disse Barbosa, indicando que a entrada em controle financeiro, margem, investimento e metas marcaram essa transição.

Bolsas de Crochê que Cruzam Fronteiras

O alcance digital abriu portas para o mercado internacional. Em 2025, a Margelo exportou bolsas para Suíça, Estados Unidos, Índia, Portugal, Mônaco e Espanha, com novas remessas previstas. “O cliente internacional cobra acabamento, narrativa clara de origem, prazo cumprido e processo confiável”, afirmou Barbosa, destacando o valor simbólico do feito à mão.

Esse reconhecimento trouxe margem, mas também responsabilidade. Cada peça passou a carregar não só estética, mas reputação. A pressão atingiu prazos, fluxo de caixa e planejamento. O aprendizado foi claro: volume sem controle compromete qualidade — e identidade.

Riscos do Digital e a Busca por Diversificação

Com quase 60% do faturamento proveniente do digital, Barbosa identificou o risco de dependência excessiva dos algoritmos, que mudam constantemente, impactando o alcance e elevando os custos. Para mitigar esse risco, a marca diversificou suas estratégias, investindo em imprensa, relacionamento direto com clientes e na criação de uma base própria e loja física.

“O digital é central, mas não pode ser o único pilar”, ressaltou Barbosa. A abertura de um ponto no Mercado Novo, em Belo Horizonte, em 2026, é um investimento estratégico para fortalecer a marca, aumentar o ticket médio, promover o relacionamento e gerar conteúdo. “Se o espaço gerar percepção de valor, ele já se paga”, afirmou Barbosa.

O Limite do Crescimento e a Autenticidade

Para a Margelo, o dilema entre escala e identidade não está no tamanho da empresa, mas no processo. “A marca cresce enquanto preserva processo manual real, autoria clara e tempo respeitado”, afirmou Barbosa. “O sinal de alerta seria acelerar artificialmente o fazer ou diluir a identidade para ganhar volume”.

Segundo ele, autenticidade virou vantagem competitiva. “Crescer, para nós, é aprofundar no propósito, não descaracterizar”.

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