Secretário Marcos Barbosa Pinto deixa o governo Lula; Haddad busca continuidade nas reformas. Saída formalizada no DOU.
O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, comunicou sua saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exoneração foi formalizada nesta segunda-feira, 5, com a publicação no Diário Oficial da União (DOU), assinada pela secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
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Pinto ocupou a posição no Executivo desde 2023, participando ativamente de diversas iniciativas da pasta liderada pelo ministro Fernando Haddad.
Durante seu período no cargo, o secretário trabalhou em temas cruciais, incluindo a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR), o programa Desenrola, focado na renegociação de dívidas, o Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros a estudantes do ensino médio da rede pública, e a discussão sobre a reforma tributária.
A equipe de Haddad buscou sua expertise em diversas áreas da política econômica.
A decisão de Marcos Barbosa Pinto de deixar o governo foi anunciada em novembro de 2023. Na ocasião, ele justificou a mudança, afirmando que retornaria à iniciativa privada e buscaria dedicar mais tempo à sua família. A saída de Pinto ocorre em um momento de transição no governo, marcado também pela saída de outros importantes auxiliares, como Bernard Appy, que havia trabalhado na extinta Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária.
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Marcos Barbosa Pinto possui formação em Direito, com graduação na Universidade de São Paulo (USP) e mestrado na mesma área na Universidade de Yale (EUA). Além disso, possui um mestrado em Economia e Finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV), onde também atuou como professor de Direito Societário.
Sua trajetória profissional inclui experiência como sócio na Trindade Sociedade de Advogados e na Gávea Investimentos.
Ele também exerceu funções em conselhos de administração de empresas como ALL, BRMalls, Energisa, Hering e Unidas. Adicionalmente, atuou como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Sua experiência abrangeu cargos de direção na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e como chefe de gabinete na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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